A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária pretende, a partir de Junho, complementar o controlo rodoviário com os primeiros radares de última geração. Os radares a implementar (que se sabe já terem sido adquiridos) funcionam com um sistema de elevada eficiência. A tecnologia a utilizar funciona com dispositivos a laser, com mais efeito do que os actuais radares utilizados pelas autoridades.

Estas novas máquinas de controlo são seguramente de grande eficácia e conseguem capturar a velocidade, não de um veículo, como as anteriormente usadas, mas de todos os veículos que se encontrarem a circular nas faixas de rodagem.

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Conseguem ainda capturar imediatamente imagens das matrículas dos infractores que, se necessário, são utilizadas como prova da infracção na justiça.

Uma inovação destes novos equipamentos de controlo rodoviário é que este sistema poderá ser "operado remotamente, deixará de ter competências meramente administrativas e passará a ser entidade actuante", informa a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária. A GNR e PSP serão assim excluídas deste sistema. O seu serviço de controlo destes radares não é necessário.

É um sistema que promete ser mais eficaz e existe já valor orçamental de reforço para que possa haver devolução de cartas de condução após o pagamento das respectivas multas. A instalação dos novos equipamentos será feita nos principais pontos considerados críticos, como auto-estradas, itinerários principais e complementares.

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A localização dos radares já está estudada, mas ainda não foi divulgada publicamente.

Os novos radares, segundo a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, aumentarão obviamente o número de multas e cartas expedidas, mas apenas se pretende aumentar e melhorar o nível de segurança rodoviária. Não se sabe ainda se estes equipamentos serão fixos ou móveis, mas será instalado um novo sinal de trânsito que comunicará a sua existência e localização.

Só os radares actualmente utilizados pela PSP capturaram no ano passado quase 100 mil veículos a cometer contra-ordenações de velocidade; ou seja, mais 27 mil do que no ano anterior, sem utilização de novos meios, nem de equipamentos sofisticados, uma situação justificada pelo aumento da capacidade de vigilância e pela utilização de novas estratégias pela PSP.