Em menos de dois dias, uma petição online com o intuito de exigir ao Presidente da República, Cavaco Silva, a demissão imediata de funções do actual primeiro-ministro, #Pedro Passos Coelho, angariou mais de quatro mil e duzentos assinantes, tendo assim garantido a sua apreciação em Assembleia da República, como consta na lei. Na origem desta petição, e de todo clima hostil à volta de Passos Coelho, está o episódio de incumprimento de dívida à Segurança Social, descoberto há menos de uma semana pelo jornal Público.

Foi esta quarta-feira, que Luís Moreira, engenheiro de cinquenta e dois anos e militante do Bloco de Esquerda, decidiu juntar o maior número de pessoas para conseguirem chegar a Cavaco Silva, chamando-o à razão. "Todo este episódio tem de ter consequências para Passos Coelho. Ele dita as regras, mas nem sequer as cumpre. Age sem qualquer tipo de moral, porém há que haver limites. Existe uma completa desigualdade entre os cidadãos do mesmo país", justificou Luís Moreira, revelando ter sido a dívida acumulada ao longo de cinco anos por parte do primeiro-ministro o motivo para a criação da petição.

Apesar da grande adesão, esta foi uma atitude individual. O militante do Bloco de Esquerda revela que não esperava tantos assinantes em tão poucos dias. "A mensagem chegou rapidamente às pessoas e isso é óptimo. Queremos apenas que o Presidente da República cumpra aquilo que prometeu, que foi seguir sempre à risca a Constituição, não privilegiando uns em favor de outros", concluiu Luís Moreira. Com mais de quatro mil assinantes, e segundo a legislação em vigor, este assunto terá que ser apreciado em plenário da Assembleia.

Pese embora o destinatário inicial da petição ter sido Cavaco Silva, desta feita os deputados vão ter oportunidade de se debruçar e debater o assunto da ordem do dia, que revelou a situação contributiva em falta de Passos Coelho. " Não é compreensível um político com as altas responsabilidades no destino do país, alegar desconhecimento das leis, entrando em incumprimento durante largos anos", pode-se ler na petição, que a cada dia que passa tem mais subscritores. #Governo