Foi recentemente divulgado um relatório com os valores das dívidas fiscais existentes na Autoridade Tributária Aduaneira, cuja lista de devedores continua a aumentar desde junho do ano passado. Neste momento o total de devedores, entre empresas e particulares, já ultrapassa os 40.500 nomes e a tendência é que não fique por aqui. Em comparação com dezembro de 2014, neste momento o número de devedores subiu 4%. Pelos elementos divulgados, apesar de não serem exatos, o montante que se encontra por cobrar já estará a ultrapassar os 167 milhões de euros. Num país em que os governantes, ex-governantes e aspirantes a governantes não cumprem com as suas obrigações legais, é normal que o exemplo passado para a restante população não ajude na regularização desta situação.

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Comparando os números finais registados no final do ano de 2014 com os atuais, verifica-se uma tendência diferente na evolução das dívidas das empresas face aos devedores particulares. Em dezembro de 2014 tínhamos cerca de 197 empresas devedoras com mais de um milhão de euros, enquanto atualmente este número foi reduzido para 127 empresas. Já no que diz respeito aos contribuintes particulares, a lista passou de 188 devedores com valores superiores a um milhão de euros no final de 2014, para 195 nomes. No total já são mais de 40.500 os devedores, entre as empresas e os particulares, que não têm a sua situação regularizada com o fisco.

Estes números são o reflexo das políticas do governo, que gradualmente tem vindo a aliviar a carga fiscal das empresas e a atribuir perdões fiscais, enquanto faz precisamente o oposto em relação aos particulares.

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A austeridade continua a ser a única forma que o #Governo apresenta para tentar relançar a economia portuguesa e para além de não conseguir resultados visíveis sobre tal, continua a encaminhar a população para um nível de empobrecimento desmedido. Domingues de Azevedo, Bastonário da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas, já se manifestou perante os elementos que foram anunciados e referiu que os mesmos refletem a crescente dificuldade que os contribuintes sentem para conseguir pagar os seus impostos.