Uma família de Silvares, em Guimarães, encontra-se extremamente revoltada com o presidente da junta. Segundo dizem, este utilizou uma pedra do jazigo de família para fazer de tampo de mesa num parque de merendas que ainda está em construção junto ao cemitério. Tudo começou com o falecimento de João Machado. A família quis sepultá-lo junto ao avô num jazigo de família. A junta desmontou o jazigo e, após o funeral, a pedra que cobre a campa ficou posta de lado a aguardar que o monte de terra secasse. Quando foram confirmar se já tinha sido recolocada, Rogério Machado e Sandra Machado, (filho e sobrinha do falecido), não a encontraram no local. Por acaso, passaram num parque de lazer que está a ser construído junto ao cemitério e reconheceram a pedra, a fazer de tampo de uma das mesas da zona de merendas.

Chamaram mais familiares que também confirmaram que se tratava da pedra que tapou o jazigo da família por 90 anos. "Achámos uma tremenda falta de respeito e abuso de autoridade, nem quisemos acreditar que a pedra do nosso jazigo é agora uma mesa de piquenique", disse Sandra Machado, "nem sequer fomos avisados", acusando ainda a Junta de ter cortado a pedra para melhor se adaptar à função de mesa. Supostamente a pedra teria uma altura de 30 centímetros mas foi cortada. Os familiares queixaram-se à junta e esta mandou desmontar a dita mesa. Foi retirada dos encaixes, contudo permanece no chão do parque.

Carlos Martins, presidente da Junta de Freguesia, garante que a história não é bem assim. A família foi avisada com antecedência que as medidas originais da pedra não estavam legais e que teriam de arranjar uma nova cobertura para o jazigo. Foi pedido à câmara que efectuasse a remoção da pedra sem que ninguém pagasse pelo serviço e máquina. "Deixaram-na ao abandono, no meio do caminho, no cemitério". O autarca explica que a Junta aguardou 2 meses e ninguém reclamou a pedra. Como tem o hábito de reciclar tudo o que aparece reaproveitou-a para uma das mesas do parque novo.

A família diz que o assunto não irá ficar assim e já abriu processo judicial. "Queremos uma nova pedra no nosso jazigo familiar. Não tinham o direito de danificar a nossa propriedade". Prometem ainda que se a Junta não se dispuser a substituir a pedra, terá que pagar uma indemnização pelo sucedido.