O presidente do INEM resolveu fazer um desvio num percurso em que transportava uma doente de risco em situação de emergência, para possibilitar a troca de ambulância a uma enfermeira (sua mulher), para esta não chegar atrasada ao seu emprego no Hospital de Gaia. A denúncia foi redigida à Inspecção Geral de Saúde pelo Sindicato dos Técnicos de Ambulância e Emergência. Conforme a queixa, esta situação passou-se em Vila Nova de Gaia, na passada segunda-feira após o meio-dia. A viatura médica de emergência e reanimação (VMER), estaria a fazer um serviço levando uma doente de situação prioritária para o Hospital de Santo António, no Porto.

No seu percurso a viatura parou junto a uma passagem de nível onde a motorista (a esposa do actual presidente do INEM e enfermeira da VMER), resolveu que ia fazer um desvio. Esta alteração da rota, que era pelo caminho mais rápido, foi com o intuito de fazer a rendição de turno e substituir os tripulantes porque iria chegar atrasada ao emprego.

De acordo com o Sindicato dos Técnicos de Ambulância e Emergência existiu uma autorização do próprio presidente do INEM (seu marido) que foi quem levou a equipa substituta, foi ao seu encontro e posteriormente a levou ao Hospital de Gaia onde trabalha. Consta ainda que o presidente do INEM, ainda entrou na ambulância para dar as "boas tardes" a todos incluindo à doente.

Foi pedido pelo sindicato que seja feito um inquérito e se tomem medidas para castigar os envolvidos. Há regras que não permitem substituição de equipas se estiverem a decorrer emergências. Dizem ainda que o INEM não cumpriu a lei, e violou "os direitos dos utentes, colocando em causa a saúde e a vida da vítima que era transportada". Possivelmente serão sujeitos a sanções de incumprimento considerado grave.

O presidente negou e acrescentou ainda que não efectuou nenhuma chamada telefónica. Diz ainda que o desvio e substituição da equipa não foram efectuados com a sua autorização. A doente que estava em emergência, encontra-se, apesar de tudo, estabilizada e em segurança.