Segundo avança o site "Dinheiro Vivo", dois antigos ministros de governos socialistas estão em vias de desempenhar funções em altos quadros da EDP. António Vitorino e Luís Amado viram os seus nomes propostos para o Conselho Geral e de Supervisão (CGS) daquela empresa do sector energético. A informação foi comunicada pela EDP à Comissão do Mercados de Valores Mobiliários (CMVM), na quinta-feira, dia 19. Mas as entradas na elétrica não ficam por aqui. Recorde-se que, no final de 2011, os chineses da China Three Gorges adquiriram 21,35% da participação do Estado português na empresa, numa operação que rendeu 2,69 mil milhões de euros aos cofres do Estado.

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Será no próximo dia 21 de abril, altura em que terá lugar o encontro anual de accionistas da EDP, que os novos nomes propostos para o CGS serão votados. António Vitorino é o escolhido para supervisionar a gestão e o trabalho desenvolvido pela comissão executiva da EDP, sendo que o antigo comissário europeu terá ainda a seu cargo a nomeação de duas Comissões: a de Vencimentos e Auditoria. O ex-ministro da Presidência e Defesa Nacional é ainda proposto para presidir à mesa de assembleia-geral.

Quanto a Luís Amado, o antigo responsável pela pasta dos Negócios Estrangeiros nos mandatos de José Sócrates, é visto como a pessoa indicada para o cargo de vice-presidente do CGS. Dingming Zhang, presidente da China Three Gorges, desempenhou aquele cargo até então. Actualmente na presidência do Conselho de Administração do Banif, Luís Amado não estará em representação de qualquer acionista, pelo que será um elemento independente do CGS.

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O mesmo se aplica a António Vitorino. Além de Vitorino e Amado, Alberto Barbosa, administrador executivo da EFACEC, e o economista João Carvalho das Neves vão passar a integrar os quadros da EDP.

Depois das entradas, as saídas. Rui Pena, que desempenhou a função de presidente da mesa da assembleia-geral, Luís Filipe Pereira, representante do Grupo Mello (que optou por desfazer-se da participação que detinha na EDP), Manuel Monteiro, Vítor Gonçalves, Paulo Teixeira Pinto e Alberto Coraceiro de Castro cessam funções.