Tudo aconteceu ontem, sexta-feira, por volta das 13 horas. No momento em que a PSP estava a fazer o seu habitual trabalho de patrulhamento, encontrou um homem a afastar-se da estátua do Marquês de Pombal, localizada bem no centro da cidade de Lisboa. O homem tinha na mão nada mais, nada menos, do que um dos corrimões de cobre que protegem a referida estátua. Poderia ser uma notícia fictícia, mas realmente aconteceu. O anúncio foi feito pelo Comando Metropolitano de Lisboa da Polícia de Segurança Pública, num comunicado divulgado na manhã deste sábado. O homem, com 44 anos de idade, foi então detido em flagrante delito pela PSP, acusado do crime de roubo de um bem cultural de valor histórico.

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Apesar de ter sido apanhado de surpresa pelos agentes da autoridade, o indivíduo não demonstrou qualquer tipo de resistência, tendo ainda em sua posse uma serra manual que teria utilizado no corte do referido metal. Também este instrumento foi apreendido pela PSP. O homem foi, depois disso, levado para as instalações do Comando Metropolitano de Lisboa, tendo ficado nas celas de retenção provisória. Hoje foi ao Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa, tendo ficado com a medida de coacção de apresentações de quinze em quinze dias.

Os roubos de metais como o cobre, ferro ou alumínio já não são novidade. Recorde-se que, no primeiro semestre do ano passado, a GNR tinha identificado 337 pessoas suspeitas de roubo de metais não preciosos, sendo que 123 delas foram mesmo detidas pela prática desse crime.

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Apesar dos números, houve uma significativa diminuição relativamente a igual período de 2013, durante o qual foram detidas 305 pessoas.

Santarém, Setúbal, Aveiro e Porto lideram os distritos onde se registou um maior número de furtos de metais não preciosos. De acordo com a GNR, o cobre está no topo dos metais mais roubados, seguindo-se o ferro e o alumínio. O fenómeno continua, no entanto, a ser preocupante em vários ângulos, não só devido ao número de ocorrências, como aos prejuízos e aos danos causados em cada um destes furtos. A EDP chegou mesmo a criar um grupo de trabalho exclusivo para combater este problema. As autoridades têm estado alerta e têm consciência desta problemática, tendo, por isso, aumentado o patrulhamento em várias zonas do país. Mas, por outro lado, existe uma outra vertente que também preocupa a polícia, nomeadamente a actuação dos sucateiros e receptadores que compram o material roubado.