O Tribunal de São João Novo, no Porto, condenou hoje, sexta-feira, a uma pena suspensa de um ano e dez meses de prisão o guarda nacional republicano que protagonizou um espectáculo de "striptease" no Dia da Mulher do ano passado. A juíza que julgou o militar, de 32 anos de idade, disse hoje, aquando da leitura da decisão judicial, que não tinha dúvida que o arguido realizou no dia 8 de Março de 2014 quatro espectáculos de "strip", em alguns estabelecimentos de diversão nocturna, fardado e com a sua arma de serviço.

Uma situação que foi bastante difundida através da publicação de fotografias em redes sociais, com destaque para o Facebook.

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Um facto que fez com que o militar tivesse sido suspenso das suas funções na Guarda Nacional Republicana. A juíza realçou que o arguido exerceu uma "conduta que sabia ser proibida", tendo considerado ainda aquele acto como "muito grave" e "leviano".

Segundo aquela juíza, o uso da arma naquelas iniciativas poderia ter tido consequências graves e repreendeu o arguido dizendo-lhe que ele sabia que não estava de serviço, pelo que não deveria ter realizado os espectáculos munido da arma que lhe estava confiada no âmbito das suas funções militares.

Durante o julgamento, que se realizou no Tribunal de São João Novo, no Porto, o guarda de Vila Nova de Gaia confessou ter sido o protagonista dos espectáculos de "striptease", surgindo perante as mulheres presentes nos espaços de diversão fardado para dar "mais realismo".

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Disse também que o fez para aumentar os seus rendimentos.

Contudo, o arguido afirmou que a arma usada não era a Glock que lhe estava confiada enquanto militar, mas sim uma simples réplica. Uma tese que não convenceu o tribunal de São João Novo, que acabou por "alinhar" pela acusação do Ministério Público.

Porém, a magistrada considerou que a suspensão da pena de prisão pode ser entendida como um "aviso" pelo "percalço" no percurso profissional do militar, cuja defesa já anunciou que iria apresentar recurso para o Tribunal da Relação. #Justiça