Considerando que, para já, não existe perigo de fuga, o Tribunal da Relação determinou que José Sócrates continua em prisão preventiva porque a sua saída poderia causar interferências em toda a restante investigação no caso em que está envolvido - a Operação Marquês. O tribunal em causa, adianta ainda que continuam a haver fortes suspeitas de que houve a prática dos crimes pelos quais Sócrates está indiciado, motivo pelo qual a sua estadia na prisão Évora se irá prolongar.

Nesta terça-feira, dia 17, ficou a saber-se o resultado final da análise feita pelo Tribunal da Relação sobre o recurso apresentado para libertar José Sócrates, o resultado, esse já sabe, e, como referido, foi recusado.

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Referir que esta prisão preventiva foi aplicada, inicialmente pelo Tribunal Central de Instrução Criminal, a 25 de Novembro, de 2014. Os juízes desembargadores julgaram "incoerente o pedido que foi feito". Justificando a decisão ao afirmarem que "estão preenchidos, na sua totalidade, os trâmites legais para que esta prisão preventiva seja aplicada", pode ler-se na nota divulgada à comunicação social ao início desta tarde.

O presidente do Tribunal da Relação, de Lisboa, Vaz das Neves, questionado pelos jornalistas sobre esta decisão, afirmou que "os magistrados investigaram, exaustivamente, todo este processo e acharam que para já não existe um perigo, evidente, de fuga por parte do arguido. Existem, porém, provas evidentes que indicam a prática dos crimes, pelos quais José Sócrates é acusado.

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Estes crimes envolvem a fraude fiscal qualificada, a corrupção e ainda o branqueamento de capitais".

"O colectivo de juízes considerou que no caso de uma possível saída de José Sócrates no imediato, esta poderia causar alguma perturbação na resolução deste caso, principalmente agora que entramos na fase de inquérito. Por isso, a prisão preventiva vai continuar para este arguido", finalizou Vaz das Neves.

Habeas Corpus recusado

Esta é a segunda recusa conseguida em dois dias. Já ontem, segunda-feira, dia 16, o Supremo Tribunal de #Justiça de Lisboa indeferiu o pedido para libertar o ex-primeiro ministro, referindo que "o pedido apresentado não faz sentido". De recordar que José Sócrates está preventivamente preso desde 25 de Novembro de 2014 no Estabelecimento Prisional de Évora, após a detenção efectuada no dia 21 do referido mês, no Aeroporto de Lisboa.