O nome dos seis estudantes que morreram em finais de 2013 na praia do Meco, em Sesimbra, irão ser recordados através de um monumento em mármore, inaugurado hoje, 15 de Março, e da autoria do escultor João Cutileiro. A peça, colocada nas dunas da praia, pretende prestar homenagem à memória dos seis jovens que perderam a vida afogados no dia 15 de Dezembro de 2013. O memorial foi um pedido dos pais e contou com o apoio da Câmara Municipal de Sesimbra.

Na inauguração do monumento estiveram presentes os pais, familiares e amigos dos jovens, tendo sido colocadas muitas flores como forma de recordação da eterna saudade.

A ocasião foi aproveitada pelo autarca de Sesimbra para recordar o momento fatídico daquela trágica noite que, por razões que até hoje não estão totalmente esclarecidas, tirou a vida aos jovens estudantes universitários.

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O presidente da Câmara disse que de imediato correspondeu ao desejo dos pais para apoiar a construção do memorial, até porque ele próprio perdeu o seu pai no mar.

As famílias fizeram-se representar por um tio de um dos jovens, que lembrou aquele trágico acontecimento e os dias seguintes. Manuel Carrasqueiro lamentou que tivessem havido algumas pessoas que "disseram coisas nos primeiros dias" a seguir à tragédia, mas que depois "optaram por não voltar a dizer".

O porta-voz das famílias abordou, ainda, os processos relacionados com as praxes académicas que se realizam nas diversas universidades que, no seu entender, continuam a fazer vítimas perante um vazio na legislação. Segundo aquele familiar, é necessário que se faça alguma coisa para que casos idênticos aos do Meco não voltem a acontecer.

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O monumento de João Cutileiro é um grande bloco de mármore, onde estão gravados os nomes dos seis jovens que foram levados pelo mar. O escultor afirmou que o bloco de mármore em bruto simboliza a morte dos estudantes, também ela bruta. O artista disse estar ao lado dos pais, partilhando com eles as dúvidas sobre as verdadeiras causas daquela tragédia, que na sua opinião "está a ser muito mal contada".

Recorde-se que os pais levaram o caso à Justiça, mas sem grande sucesso, uma vez que as instâncias judiciais decidiram arquivar o caso e afastar qualquer acusação a João Gouveia, único sobrevivente.