Em Novembro de 2014, a Polícia Judiciária deteve 11 pessoas - incluindo altos funcionários do Estado - por suspeitas de corrupção, branqueamento de capitais, tráfico de influência e peculato, no âmbito de uma investigação sobre atribuição de vistos Gold. A operação Labirinto, como ficaria conhecida, ditou as demissões de António Figueiredo, presidente do Instituto dos Registos e Notariado (IRN) e de Manuel Jarmela Paulos, director do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), ambos em prisão preventiva.

Maria Antónia Anes, antiga secretária-geral da Justiça, foi outra das envolvidas na investigação ao programa de atribuição de autorizações de residência a estrangeiros não comunitários, do qual beneficiaram principalmente cidadãos chineses.

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Zhu Xiaodong, empresário dessa nacionalidade, foi um dos detidos, bem como Xaubau Liag e Zu Baue. O empresário português Jaime Gomes e os funcionários do IRN Abílio Gomes, Paulo Vieira, José Gonçalves e Paulo Eliseu foram os restantes detidos. O caso acabaria ainda por ditar a demissão de Miguel Macedo, então ministro da Administração Interna. Apesar de não ser arguido no processo, o antigo governante é suspeito de "prevaricação", revelou recentemente o jornal i. Macedo foi substituído no cargo por Anabela Rodrigues, até então docente na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. O presidente do Tribunal da Relação de Lisboa, Luís Vaz das Neves, foi o nome mais recente a ser envolvido no caso, depois de o jornal i ter revelado parte das escutas que mostram que o juiz ofereceu todo o apoio, "pessoal e institucionalmente", a António Figueiredo, então presidente do IRN.

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