A 16 de Março de 2010, o mercado diário de Abrantes, edifício construído em 1933, foi encerrado por inspectores da Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica (ASAE). Duas semanas depois, a Câmara Municipal de Abrantes avançou com a ideia de construção de um novo edifício e relocalização dos vendedores que, até então, diariamente, estavam na "praça" da cidade. Em Abril de 2010, a autarquia avançou com o projecto de fazer obras nas antigas oficinas da Rodoviária do Tejo e criar um edifício de vários pisos entre a Esplanada 1º de Maio e a Rua Nossa Senhora da Conceição. Seria um mercado diário, com lojas e com um welcome center.

Em 2010, quando foi apresentada a solução, com data prevista para menos de 11 meses depois, os autarcas foram questionados sobre as datas improváveis de execução de uma empreitada que só por si seria difícil.

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Contudo, foi respondido que até seria possível fazer uma feira de doces de Natal, mesmo sem a sua abertura formal ao púbico, em Dezembro de 2010. Seja como for, o projecto avançou, foi adjudicado e as obras iniciaram-se. Só que a empresa que ganhou o concurso público entrou em processo de falência e a obra parou.

Ainda um outro problema viria a atrasar mais esta obra. A estabilidade dos edifícios que "entalam" o novo mercado na cordilheira citadina obrigou a um novo cálculo e reforço das estruturas para evitar questões mais complicadas. Seja como for, o edifício avançou, mesmo debaixo das muitas críticas locais ao projecto de arquitectura e à sua implementação naquele local.

Ontem, dia 25 de Abril, Maria do Céu Albuquerque, a presidente da Câmara de Abrantes, fez questão de inaugurar este espaço que devolve à cidade o seu mercado diário num novo formato.

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Os vendedores de hortaliça, fruta, flores, peixe e carne, voltam a um novo local que tem ainda outras valências comerciais. Como fica situado num dos espaços de entrada de turistas, a Esplanada 1º de Maio, o edifício tem um Welcome Center, destinado a "acolher" os visitantes, tal como o próprio nome indica.

O edifício é composto por 5 pisos, com elevador interno, escadaria exterior e ligação pedonal entre o Largo 1º de maio e a Rua Nossa Senhora da Conceição. É constituído por vestiários e instalações sanitárias, uma cafetaria, padaria, pastelaria, floristas, talhos e peixarias, e ainda cerca de três dezenas de bancas, para venda de produtos alimentares, com predominância de produtos hortícolas e fruta.

O anterior edifício, encerrado em Março de 2010, continua a funcionar pontualmente como pólo de actividades culturais e como Mercado Criativo. #Negócios