A Confederação de Agricultores de Portugal (CAP), pela voz do seu presidente João Machado, avançou com uma proposta no sentido dos incendiários com cadastro serem detidos na época de maior calor, o Verão. João Machado pede, também, uma maior intervenção das autoridades responsáveis no plano legislativo sobre os crimes de incêndios. João Machado considera que o grande problema nestes últimos anos é o facto da grande parte dos incêndios florestais terem origem em mão criminosa, salientando que "o risco zero em floresta não existe", e assim "... o fator humano é fundamental nesta situação, e enquanto não for extinto, teremos sempre grande dificuldade", declarou o presidente da CAP.

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A CAP alertou também para o ordenamento florestal que terá de ser encarado muito a sério a médio e longo prazo, e para isso é necessário haver uma estratégia política global, não esquecendo também a necessidade de se criarem campanhas de sensibilização e educação na opinião pública.

Segundo dados do Departamento de Gestão de Áreas Classificadas, Públicas e de Proteção Florestal, em todo o mês abril de 2014 existiram 368 ocorrências, 59 incêndios florestais e 309 fogachos. Comparativamente, durante este mês de abril, em somente 9 dias decorridos, o número de incêndios ultrapassa a centena, sendo que foram registadas 138 ocorrências apenas num só dia, na passada segunda-feira, 6 de abril, dados divulgados pela Proteção civil, que revelam natural preocupação das autoridades, e evidenciam também incêndios de dimensão considerável, neste primeiro ciclo de fogos.

No que diz respeito aos produtores florestais, o presidente da Confederação de Agricultores de Portugal, João Machado, considera que as garantias e as condições dos produtores portugueses não estão de forma alguma garantidas pelos seguros florestais contra incêndios, realçando que esta é uma área que necessita ainda de muito trabalho e aperfeiçoamento na salvaguarda dos produtores florestais.

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O presidente lamenta esta situação revelando que "...É uma falha que o nosso país tem. A proteção que os produtores florestais têm é muito pequena porque o que podem fazer é criar um novo projeto, candidatá-lo aos Fundos Comunitários Europeus e voltar a plantar", declarou.