No ano de 2014 a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) assinalou 12379 processos de apoio a 8889 vítimas, o que representa um aumento de 4,9 % no número de processos de apoio e de 1,8 % no número de vítimas em relação ao ano anterior. Dos 21421 crimes assinalados, 16881 (78,4%) são sob a forma de violência doméstica através de maus tratos físicos e psíquicos. A violência ocorrida é normalmente de forma continuada (70 %), destacando-se a ocorrida num espaço temporal entre 2 e 6 anos, com 19 % dos casos. Em comparação com 2013 verifica-se uma tendência para o aumento dos crimes cometidos contra idosos, com mais 10,1 % de casos assinalados, e crianças, com um aumento a rondar os 2 %.

Os contactos com a APAV são geralmente efetuados pela própria vítima (59%) ou por familiares (18,2 %), sendo o contacto telefónico o meio mais utilizado (57,6%) para alertar a associação. Das 8889 vítimas registadas, 28,4 % têm uma relação de conjugalidade com o autor do crime, sendo que 82,3 % das vítimas são do sexo feminino e 37,1 % têm idades compreendidas entre os 25 e os 54 anos.

As vítimas de #Crime que recorreram aos serviços da APAV são na sua maioria casadas (32,8%) ou solteiras (22,7%) e integram-se principalmente em famílias nucleares com filhos (39,4%).

No que à atividade económica diz respeito 29,6 % das vítimas encontravam-se empregadas e 19,4 % encontravam-se em situação de desemprego. Em relação ao nível de escolaridade dos utentes destaca-se o número de vítimas com ensino superior e o ensino básico do 3ºciclo, com 7,6 % e 4,8 % respetivamente.

Tal como em anos anteriores, a esmagadora maioria das vítimas são de nacionalidade europeia (91,2 %) e as grandes zonas urbanas de Lisboa e do Porto continuam a ser as áreas com maior incidência de casos assinalados pela APAV.

De acordo com a Associação Portuguesa de Apoio à vítima, em 2014 foram registados 9152 autores de crimes, sendo que em 81,9 % dos casos o autor do crime é do sexo masculino, com idades compreendidas entre os 25 e os 54 anos de idade (29,9 %); 35,6 % eram casados e em mais de 30 % dos casos possuíam uma atividade profissional regular.

Visto que a maioria dos casos são de violência doméstica, a residência comum (entre vítima e o autor do crime) assume-se como o principal local onde os crimes ocorrem, com 52,6 % das sinalizações. #Justiça