As greves dos autocarros urbanos da capital portuguesa, a rede Carris, têm sido frequentes e têm causado muito transtorno a quem depende dos transportes públicos para se deslocar na cidade de Lisboa. Nova greve está marcada para contestar a privatização da empresa, e desta vez estima-se uma adesão na ordem dos 70%. Quem o diz é Manuel Leal, do sindicato que representa os trabalhadores da Carris, a par do Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes (Sitra), que avançam uma adesão de cerca de 70% dos serviços. Comentando os altos números de aderentes à greve convocada, Manuel Leal, em declarações à agência Lusa, diz que "é uma grande jornada de afirmação dos trabalhadores da Carris contra o processo de destruição da empresa".

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E com números menos optimistas, mas que ainda assim provam a paralisação da rodoviária lisboeta, em declarações ao jornal JN, o dirigente do Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes, Sérgio Monte, conta que foi feita "a volta pelas estações todas - Musgueira, Miraflores, Cabo Ruivo e Pontinha - e neste momento posso dizer que estão muito próximo dos 70% os números da adesão".

A greve dos trabalhadores da Carris convocada para esta sexta-feira será cumprida ao longo de 24 horas e os funcionários protestam maioritariamente contra a subconcessão da empresa, que se encontra actualmente em concurso público. A paralisação dos transportes rodoviários teve início cerca das 22h00.

"Aberto que está e publicitado o diploma do concurso, os trabalhadores querem manifestar a sua revolta contra esta privatização", declara ao Jornal de Notícias (JN) Sérgio Monte.

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Para o dirigente sindical, esta operação seria "desnecessária, até porque irá servir muito pior as populações e os utentes que utilizam a Carris diariamente".

Já Manuel Leal acredita que os altos valores de adesão só provam que os trabalhadores da empresa, de uma forma maioritária, estão "contra os objectivos de privatização da empresa através da figura da subconcessão". Os trabalhadores de quatro empresas de transportes públicos da cidade de Lisboa anunciaram também a realização, a 22 de Abril deste ano, de uma marcha de protesto contra a privatização dessas empresas.