Um estudo realizado pelo Departamento de Alimentação e Nutrição do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge identificou várias lacunas nas refeições escolares do 1.º ciclo do ensino básico. Entre as conclusões, destaque para o facto de 69% dos pratos estudados apresentarem um valor energético abaixo do que é aconselhado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e 90% das refeições conterem doses de sal equivalentes ao que é recomendado que uma criança consuma num dia inteiro. No total foram analisadas 36 refeições de 36 escolas da zona metropolitana de Lisboa, durante o ano lectivo de 2012/2013.

O estudo "O valor nutricional de refeições escolares" encontra-se disponível no boletim epidemiológico Observações e explica o processo do mesmo.

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A cada visita foi recolhida uma refeição idêntica à que era consumida pelas crianças na qual se incluía a sopa, o prato principal e o acompanhamento, o pão e a sobremesa. Posteriormente realizou-se a comparação das refeições com o que é recomendado pela OMS para crianças entre os seis e os dez anos. Conclui-se então que a proteína existente nos pratos, na maioria dos casos, era superior ao aconselhado, enquanto os hidratos de carbono e os teores de gordura se encontravam abaixo. No que se refere aos minerais, mais de metade das refeições ofereciam mais de 50% do que é aconselhado em potássio e zinco.

Perante estes resultados, os investigadores envolvidos alertam para a necessidade de as refeições escolares oferecerem uma vasta diversidade de substâncias, mesmo que algumas delas sejam em pequenas quantidades.

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Neste âmbito, as autarquias, as empresas e os serviços de saúde devem manter uma relação estreita entre si, promovendo programas de vigilância nutricional para que seja garantida a qualidade dos pratos nas cantinas escolares.

Pais podem avaliar o que os filhos comem nas escolas

O estudo surge numa altura em que é lançada uma plataforma online para os pais avaliarem a qualidade das refeições consumidas pelos seus filhos nas escolas públicas. O objectivo é os pais conhecerem o que as crianças comem e se é ou não o estipulado pelas entidades de saúde nacionais e internacionais. #Educação