No final do Conselho de Ministros, na habitual conferência de imprensa, Manuel Rodrigues, Secretário de Estado das Finanças, anunciou que o #Governo chegou a acordo em seis novos contratos de concessões rodoviárias, resultando numa redução substancial de dois mil milhões: "Estamos a falar de uma redução de rendas excessivas sem precedentes na nossa história", considerou. Manuel Rodrigues especificou que esta é uma redução nas rendas de 13% para praticamente 8%, permitindo assim baixar o valor dos encargos de 11.400 milhões de euros para menos de 9.500 milhões de euros, dando nota do facto que "estes seis contratos reduzem os encargos em cerca de dois mil milhões de euros durante a vida útil dos contratos".

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Mas o Governo não ficará por aqui. Segundo o Secretário de Estado das Finanças, existem outros processos em fase de renegociação que vão permitir poupar aos cofres do estado mais de sete mil milhões de euros durante a vida daqueles projetos. Manuel Rodrigues acentuou mesmo que os "os outros processos estão em fase de conclusão. As suas bases serão a breve trecho aprovadas".

Este anúncio é assim a concretização das negociações do que já havia sido mencionado na Assembleia da República na passada semana pelo Ministro da Economia, Pires de Lima: o Governo tinha chegado a acordo com a banca para a renegociação das PPP rodoviárias. Numa fase inicial o acordo abrangia seis contratos. O Ministro deixou a promessa que até final da legislatura serão 14 os contratos que o Governo pretende rever e renegociar.

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De salientar ainda que nesta conferência de imprensa, e de acordo com as declarações feitas no final deste Conselho de Ministros por Sérgio Monteiro, secretário de Estado das Infraestruturas, "estas negociações e consequentes acordos, envolveram mais de duas dezenas de pessoas representativas do estado e 60 entidades bancárias, que resultaram em mais de 150 reuniões" . Estes novos acordos agora anunciados referem-se essencialmente às principais concessões em todo o país pertencentes à empresa Ascendi.