A greve dos revisores da CP, convocada pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário (SNTSF) e pelo Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial Itinerante (SFRCI), decorre até à próxima segunda-feira, dia 6 de abril. A CP explica no site que as fortes perturbações também vão ocorrer porque o Tribunal Arbitral não fixou serviços mínimos. A empresa também divulga na página web quais as viagens programadas nos serviços intercidades e alfa.

A paralisação começou esta quinta-feira, dia 2 de abril, com grande parte dos comboios urbanos e regionais parados. Os primeiros dados avançados pelos sindicatos dão conta de que apenas 39 comboios circularam esta manhã, quando deviam ter sido 455. Por seu lado, a CP revelou à Agência Lusa através da porta-voz da empresa, Ana Portela, que nenhum comboio regional circulou até a esta altura. Os sindicatos afirmam que nas primeiras horas a adesão à greve ronda os 100%.

A paralisação de quatro dias promete causar muitos transtornos, não só às pessoas que necessitam dos serviços da CP para se dirigirem para o trabalho, mas também porque, no fim de semana de Páscoa, existem milhares de pessoas a recorrer a este transporte para se deslocarem pelo país, quer para umas mini-férias, quer para visitar a família. Os turistas também devem ser afetados uma vez que os serviços dos comboios urbanos e regionais no Grande Porto e na Grande Lisboa estão praticamente parados.

A paralisação convocada pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário e pelo Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial Itinerante pretende que a CP cumpra o que já foi decretado em tribunal. Os revisores querem que seja efetuado o pagamento referente aos complementos nos subsídios desde o ano de 1996. Os clientes é que não parecem muito satisfeitos e dizem não entender o motivo da greve num período de mini-férias e de fim de semana prolongado para grande parte dos portugueses. O descontentamento tem sido expresso através das redes sociais e também em alguns meios de comunicação social.