Um homem, de 75 anos, foi detido depois de ter sido acusado de pedofilia. O sujeito terá obrigado, sob ameaça, a sua sobrinha-neta de 9 anos a ter relações sexuais com ele. Caso contrário, o mesmo ameaçava a criança de violência física. O caso ocorreu na localidade de Mortágua, no distrito de Viseu.

Uma fonte da Polícia Judiciária (PJ) disse à Lusa que o homem, acusado de crimes de "coação sexual agravados", já vinha, desde o verão do ano passado a cometer este tipo de crimes, visto que ambos viviam na mesma casa, juntamente com os pais da menina e outros familiares. Se a menina se recusasse a ter relações sexuais com o seu familiar ou se "contasse a alguém" o sucedido, este partiria para a violência física.

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O sujeito, que não tinha precedentes criminais, foi detido na quinta-feira passada, dia 16 de abril, e ouvido no dia seguinte, mas só hoje, dia 20, é que a história foi tornada pública. O Tribunal de Instrução Criminal de Viseu aplicou-lhe como medida de coação a prisão preventiva. Segundo a fonte da PJ, a menina terá começado por contar alguns fatos sobre o que se passava junto da sua professora. Após o conhecimento, por parte da docente, em relação a este #Crime, a mesma denunciou-o junto das autoridades.

Esta notícia surge, no dia seguinte a uma outra história de pedofilia. Na Póvoa do Lanhoso, uma professora é suspeita de ter tido relações sexuais com um menor de 15 anos.

De acordo com um estudo, publicado em 2009, pela "Clinical Psychology Review", o abuso sexual de menores foi estimado em 19,7% para as mulheres e 7,9% para os homens.

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Segundo as mesmas referências, o continente africano é o mais afetado por este crime, com uma percentagem de 34,4%, sendo que a Europa é o continente com o índice mais baixo, apresentado, na altura, apenas 9,2%. A América e a Ásia tiveram uma percentagem localizada entre 10,1% e os 23,9%.

Outro dado curioso deste estudo é saber que em 30% destes casos, são parentes (nomeadamente irmãos e pais) os infratores deste crime. Do lado inverso, 60% são amigos, pessoas de confiança da família, entre outros. Os restantes 10% são pessoas desconhecidas que cometem este crime.