A luta dos lesados do BES e do GES continua por todo o país, principalmente em Lisboa e no Porto. A Norte cerca de meia centena de pessoas estiveram à porta do Novo Banco e também do Banco de Portugal na Avenida dos Aliados, os dois estão separados por poucos metros. Os clientes exigem rever o dinheiro investido e continuam a responsabilizar o Banco de Portugal, Ricardo Salgado e o Presidente da República, Cavaco Silva.

Quando a manifestação chegou à porta do Novo Banco já se encontravam à entrada alguns agentes policiais que impediram os manifestantes de entrar. Os manifestantes gritaram "gatunos", e mais uma vez voltaram a exigir, bem alto, que "querem o dinheiro de volta".

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Muitos continuam sem querer dar a cara, outros responsabilizam o Governo e o governador do Banco de Portugal. Os lesados do BES/GES pretendem também fazer pressão junto dos eventuais compradores do Novo Banco e, por isso, concentraram-se em frente a uma dependência do Santander Totta nos Aliados.

Em Lisboa o protesto teve mais impacto e ocorreu na sede do Novo Banco, situado na Avenida da Liberdade. O trânsito teve de ser interrompido num dos sentidos, os manifestantes foram também impedidos pela polícia de entrar na instituição e então decidiram colar cartazes nos vidros que rodeiam o banco. Os protestos estão a ser organizados pela Associação dos Indignados e Enganados do Papel Comercial, tendo também decorrido uma tarde de protesto nas Caldas da Rainha.

Os clientes lesados do papel comercial viram as suas exigências reconhecidas pela Comissão de Mercado de Valores Mobiliário (CMVM), que entregou um parecer na Comissão Parlamentar de Inquérito ao BES onde defende que o Novo Banco deve reembolsar os lesados.

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Neste momento, e segundo a Associação de Lesados, serão cerca de 2500 os clientes visados, grande parte diz ter perdido as poupanças de uma vida, outros relatam que desconheciam o tipo de investimento que fizeram e sentem-se enganados. Inicialmente, as entidades ligadas ao processo não sabiam como poderiam resolver o problema, agora a solução parece estar a desenhar-se. #Bancos