Hoje, em Lisboa, os lesados do papel comercial do Grupo Espírito Santo fizeram uma manifestação. O roteiro da manifestação incluía uma visita aos potenciais compradores do antigo BES. Alguns dos participantes na manifestação quebraram a força policial e conseguiram entrar na sede do Novo Banco, situado na Avenida da Liberdade, em Lisboa. Cerca de uma centena e meia de manifestantes ficaram na rua. Ali manifestaram o seu descontentamento, batendo nos vidros do edifício e gritando: "Queremos o nosso dinheiro", segundo a agência Lusa que estava no local.

É certo que a manifestação decorreu às portas do Novo Banco, porém Carlos Costa, o governador do Banco de Portugal, é que tem sido o alvo de todos os protestos e críticas.

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Segundo Ricardo Ângelo, presidente da associação de lesados do BES, a administração do Novo Banco, que tem à sua frente Eduardo Stock da Cunha, "está completamente manietada pelo Banco de Portugal". Para Ricardo Ângelo, estava ainda previsto o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, receber os lesados do papel comercial do Grupo Espírito Santo. De acordo com fonte da presidência, a agenda do Presidente da República apenas contempla um encontro com o Primeiro Ministro, Pedro Passos Coelho.

Na opinião do presidente da associação de lesados do BES, a presença de cerca de 300 manifestantes neste evento significa que as negociações entre a associação e o Banco não têm condições para continuar. Saindo do Rossio, de junto do Novo Banco, os manifestantes percorreram o caminho que os conduziu à Rua do Ouro, para passarem pela sede do Banco Santander Totta.

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Depois caminharam até à sede da Tranquilidade, pertencente à Apollo Management. Esta empresa tem sido apontada pela imprensa como uma possível candidata ao Novo Banco. O passo seguinte foi uma caminhada até Fosun, outro provável candidato à aquisição. O percurso terminou com uma visita à embaixada da China, situada na rua São Caetano Lapa, visto que a seguradora Anbang, outro nome na lista dos interessados, não tem nenhuma representação em Portugal. 





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