Um grupo de manifestantes lesados do papel comercial do BES invadiu ontem a sede do Novo Banco na Avenida da Liberdade, em Lisboa, após ter quebrado a barreira policial. Do lado de fora, cerca de 150 pessoas continuaram o protesto.

Embora as manifestações que se têm vindo a repetir tenham por alvo o antigo BES, ouviram-se críticas à atuação do Governador do Banco de Portugal, Carlos Costa.

No decorrer do protesto, organizado pela Associação de Indignados e Enganados do Papel Comercial do BES, houve paragens junto a possíveis interessados na compra do Novo Banco, como o banco Santander Totta, o Apollo, o Fosun e o Anbang Insurance.

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Em cada instituição visitada foi entregue uma carta que refere que quem comprar o Novo Banco "vai ter de arcar" com as responsabilidades e será alvo de "manifestações semanais até o dinheiro ser devolvido".

Houve também referência a uma audiência com o Presidente da República, Cavaco Silva, que teria lugar na tarde de ontem, mas uma fonte do Palácio de Belém desmentiu que estivesse previsto qualquer encontro.

Em declarações à TVI, o Primeiro-Ministro, Pedro Passos Coelho, afirmou que "é preciso que os reguladores façam a distinção entre comportamentos que não são legais e aquilo que, sendo legal, comporta riscos que as pessoas aceitaram correr". #Bancos