Um contingente de 30 militares portugueses irá em breve partir para o Iraque para ajudar a combater o Estado Islâmico. A confirmação pela qual se esperava desde o final de 2014 foi hoje anunciada por Brett McGurk, embaixador dos EUA e representante adjunto do presidente americano Barack Obama para a coligação internacional. Em meados de Dezembro foi anunciado que o Conselho Superior de Defesa havia dado luz verde para que os militares nacionais pudessem participar "numa missão de assistência e apoio" no Iraque sendo posteriormente definidas as datas, mas ainda durante o ano de 2015, e numa missão inserida no plano de ajuda à NATO.

Agora, Brett McGurk anunciou, em Lisboa, que Portugal irá apoiar a coligação internacional e que os militares portugueses irão participar no quadro da formação e treino militar, estando afastada qualquer hipótese de que as tropas portuguesas possam participar em missões de combate.

Publicidade
Publicidade

De acordo com as últimas informações espera-se que a missão portuguesa tenha uma duração de seis meses. Os militares irão ficar alojados na área de Bagdad e a missão será apoiada, a nível de segurança, pelos militares americanos e espanhóis que lideram a operação. Assume ainda o embaixador que esta missão de treino a que Portugal se vai juntar "é muito importante porque as forças de segurança iraquianas entraram em colapso no verão passado". Contudo, a Presidência da República e o Ministério da Defesa ainda não emitiram nenhum parecer sobre esta missão.

A par desta missão os militares portugueses irão continuar a participar na missão da NATO no Kosovo, combater a pirataria e vigiar a costa marítima da Somália, fazer um policiamento adequado na zona do Báltico e ainda participar na missão das Nações Unidas para a estabilização multidimensional no Mali.

Publicidade

Relativamente às operações já terminadas, como por exemplo o caso do Afeganistão em que os militares portugueses participavam desde 2003, há a salientar "o profissionalismo demonstrado em tarefas de elevado risco e sacrifício". #Política Internacional