O Oceanário de Lisboa foi entregue ao Estado para reduzir a dívida da Parque Expo, a empresa pública criada para gerir a Expo 98. O aquário de referência recebe anualmente cerca de um milhão de pessoas, sendo um dos equipamentos culturais mais visitados de Portugal. Foi inaugurado por ocasião da exposição mundial do século XX cujo tema foi "Os Oceanos - um património para o futuro".

O equipamento, com uma arquitectura única, integra dois edifícios, o original dos oceanos e o novo edifício do mar, ligados entre si através de um átrio decorado com um painel de 55 mil azulejos, que permite o acesso a exposições e serviços educativos. Para além da sua vertente de aquário e de espaço de excelência com exposição sobre oceanos, o Oceanário de Lisboa colabora com várias instituições em projectos de investigação científica, de conservação da biodiversidade marinha.

Com aquela entrega em dação ao Estado, a Parque Expo pretende pagar parte da sua dívida proveniente de uma operação de 54,2 milhões de euros que envolveu um aval obrigacionista no empréstimo concedido pela Direcção-Geral do Tesouro e das Finanças, na sequência da integração da empresa no sector das administrações públicas. Já em Fevereiro, a mesma empresa tinha entregado, também em dação para pagamento de parte da dívida ao Estado, o Pavilhão de Portugal, localizado nas proximidades do Oceanário, no Parque das Nações.

A Parque Expo terá de finalizar o processo de liquidação que tem em curso até ao próximo ano. O plano inclui a venda de património imobiliário, a alienação de participações financeiras, gestão de intervenções de requalificação urbana e ambiental, bem como a redução de recursos humanos e a conclusão dos projectos que estão a decorrer. O plano de liquidação estabelece, também, a identificação e valorização dos terrenos disponíveis para venda, no Parque das Nações, implicando a revisão do plano de urbanização quando estiverem decorridos 20 anos da sua publicação.

A empresa refere que já foi efectivada a transferência da Gare do Oriente para a Refer, entidade gestora da infra-estrutura ferroviária.