Eusébio da Silva Ferreira é herói e símbolo do nosso país. O Pantera Negra, alcunha por que era conhecido no meio futebolístico, faleceu há pouco mais de um ano e a sua trasladação para o Panteão Nacional pode vir a demorar mais um pouco. Em causa está a lei que prevê que nenhum caixão de madeira possa ser aberto antes de passarem três anos da morte da pessoa.

Eusébio morreu aos 71 anos, na madrugada do dia 5 de Janeiro de 2014, devido a problemas respiratórios, apesar de que já nas suas últimas semanas apresentar uma saúde débil, especialmente desde que sofreu o AVC enquanto estava na Polónia acompanhado pela equipa do #Benfica.

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Foi também no estádio das águias que o antigo jogador de #Futebol fez a sua última despedida perante milhares de pessoas, sendo que partiu de seguida para o Cemitério do Lumiar.

Enterrado no dia seguinte à sua morte, no dia de Reis, o Pantera Negra está num comum caixão de madeira, e é aqui que reside o problema quanto à sua trasladação. De recordar que todos os partidos com assento político votaram no passado dia 20 de Fevereiro, chegando ao consenso de que o antigo jogador do Benfica merecia honras no Panteão Nacional. Mas dita a lei portuguesa que quando um corpo está sepultado numa urna de madeira, o caixão só poderá ser aberto passados três anos da sua morte.

A trasladação, que estava inicialmente agendada para o dia 3 de Julho de 2015, pode vir a acontecer apenas em 2017, uma vez que o caixão de Eusébio terá de ser obrigatoriamente aberto para fazer a sua transição para um caixão de zinco, condição obrigatória para poder estar no Panteão.

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Em 2001 dá-se o exemplo do caso da grande fadista Amália Rodrigues que, depois da pressão dos populares, foi também transferida para o Panteão Nacional apenas dois anos após a sua morte. Mas Amália encontrava-se já enterrada num caixão de zinco.

O Panteão Nacional pretende homenagear #Personalidades portuguesas que tenham contribuído de algum modo para divulgar o nome do país, quer tenha sido ao serviço de cargos públicos, serviços militares ou na expansão da cultura portuguesa.