"Há cinco anos apanhávamos cerca de 50 mil toneladas de sardinha por ano. Em 2014, as quotas nem chegaram às 14 mil toneladas", lamentou um pescador de Quarteira ao jornal Correio da Manhã, no ano passado. Contudo, esta queixa continua actual.


No início do ano de 2015, as associações de pescadores nacionais mostravam-se particularmente reticentes quanto à reabertura da época da pesca da sardinha, no início do ano, devido à drástica redução das quotas que tem decrescido exponencialmente ao longo dos últimos cinco anos. E este medo não foi infundado, como o presidente da Opcentro-Cooperativa da Pesca Geral do Centro, Humberto Jorge, disse à agência Lusa, no final de uma reunião do sector em Peniche.


O grupo que se reuniu - os armadores do cerco de Peniche e do cerco da Figueira da Foz - decidiu adiar de novo a data da pesca da sardinha em águas portuguesas e discutiram uma nova data para o começo dos trabalhos em mar, apontada apenas para o dia 4 de Maio. "A quota diminuta que foi atribuída" às embarcações do cerco dos portos de Peniche e da Nazaré foi o que motivou a decisão tomada pelos profissionais do mar e que, segundo o Presidente da Opcentro "é desproporcionada face à abundância de sardinha encontrada" em águas nacionais desde o dia 1. Foi nesta altura que os pescadores retomaram a pesca da sardinha após uma longa interrupção de seis meses.

Desde o dia 1, data que marcou o início da pesca, Humberto Jorge adiantou que foi capturado um volume de pescado equivalente a 5% da quota atribuída, quando foi estipulado um limite de pesca até quatro mil toneladas de sardinha a nível nacional até ao final de maio, o equivalente a três toneladas diárias por embarcação.

O dirigente assume que a situação é problemática "porque, a continuar assim, esgotamos a quota para Maio e perdemos a oportunidade de, nessa altura, conseguirmos preços mais altos".

Publicidade
Publicidade

Após o período de defeso biológico, a pesca da sardinha esteve suspensa de Setembro até Maio devido à proibição de captura por esgotamento da quota. #Ambiente