Esta terça-feira, dia 28 de Abril, foi apreciado e votado o relatório da petição de ferryboat para a ligação entre o Arquipélago da Madeira e o Continente. Este foi aprovado por unanimidade para subir a plenário na Assembleia da República, a fim de ser apreciado pelos deputados. Paulo Farinha, o primeiro subscritor da petição, vê este momento com elevada satisfação: "Sinto-me feliz e motivado até o ferry recomeçar o precioso serviço marítimo entre a Madeira e a Europa (Continente)". Encara este momento com alegria e sente que já atingiu mais um patamar neste percurso que tem como meta a ligação por mar da Madeira para a Europa por ferryboat.

Saliente-se que entre 2008 e 2012 a Madeira beneficiou deste serviço, não como um serviço de interesse público, como pretende agora que o seja esta petição, mas sim realizado por uma empresa particular que fez esta ligação entre o Porto de Portimão (Algarve) e a Ilha da Madeira.

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Devido aos entraves colocados ao transporte de carga rodada, a dificuldade de atracagem no Porto do Funchal e as elevadas taxas portuárias, esta empresa cedeu e deixou de lado este percurso.

Esse período, entre 2008 e 2012, foi considerado uma fase áurea para muitos viajantes, turistas, madeirenses e para muitas empresas. A possibilidade de ter uma alternativa ao avião (note-se que muitas pessoas deixam de visitar a Madeira ou de sair desta Ilha por avião por questões de saúde) foi uma mais-valia. Os produtos frescos que chegavam à região, mais baratos e com mais frescura, e a possibilidade de exportação com menos custo, foram alguns dos pontos positivos que o ferry levou com ele quando deixou de fazer este percurso.

O abandono desta ligação trouxe muitos dissabores, quer aos naturais da Ilha, quer aos turistas que usavam esse meio de transporte. Muitas empresas também foram prejudicadas e houve muita especulação acerca do sucedido.

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O regresso do barco foi motivo de promessas de campanha eleitoral e, em cada conversa de café ou ao cruzar uma esquina na Madeira, há sempre alguém que fala da falta que o barco faz. Será que finalmente esta é uma porta que se abre para o tão esperado regresso? #Negócios #Turismo