Foi hoje considerado pela Sociedade Portuguesa de Pneumologia que, no geral, as pessoas têm de ser protegidas dos eventuais perigos que os cigarros electrónicos possam causar e está em andamento a proposta que visa proibir o seu consumo em espaços públicos fechados. Se existe risco ou não, não está comprovado.

Ana Figueiredo, da comissão de tabagismo da Sociedade Portuguesa de Pneumologia, declarou hoje à agência Lusa que devido às dúvidas que existem sobre os potenciais malefícios dos cigarros electrónicos e da toxicidade dos seus vapores, é necessário e urgente que "as pessoas sejam preservadas desse risco". Adianta ainda não existem estudos fiáveis até ao momento. E relembra que foram necessários muitos estudos ao longo de anos para se ter chegado à conclusão de que as substâncias que fazem parte integrante dos cigarros "normais" podem provocar danos na saúde de quem fuma e das pessoas que os rodeiam.

Salienta que é necessário proceder a estudos mais aprofundados, mas que, enquanto não existem provas, estar a submeter uma pessoa saudável e crianças a possíveis toxinas é "imperdoável e injusto", considerando que a melhor opção a tomar, para controlar esta situação e problemas de saúde futuros, será adoptar o mesmo tipo de legislação de outros países e alguns estados norte-americanos. Ou seja, aplicar a mesma lei para cigarros "normais" e electrónicos.

O Ministério da Saúde quer proibir o consumo dos cigarros electrónicos com nicotina nas áreas fechadas de locais públicos. Segundo o Jornal de Notícias, a proposta já chegou ao Conselho de Ministros e será avaliada dentro de dias. A organização Mundial de Saúde voltou a recomendar que a lei seja aplicada e que a utilização de cigarros electrónicos em espaços públicos fechados seja proibida, acrescentando que, segundo provas já existentes, os cigarros electrónicos não contêm apenas vapor de água como argumentam os fabricantes. Alerta ainda para os perigos do consumo deste tipo de cigarros por menores, pelos pais de crianças e nomeadamente por grávidas.