Já deram entrada 2700 pedidos de esclarecimento sobre os cadernos de encargos para as concessões das empresas do Metropolitano e da Carris por parte dos interessados. Em causa estão algumas omissões e complexidades. Por isso, os potenciais concorrentes estão a ter dificuldades em avaliar economicamente e financeiramente a viabilidade das concessões, devido a dúvidas sobre os recursos humanos, a extensão das manutenções ou as percentagens de receitas, o que reflecte um nível de lacunas que preocupa as empresas interessadas.

Foram também enviadas a António Pires de Lima, ministro da Economia, através do grupo parlamentar do PS, três questões que levantam várias dúvidas sobre o caderno de encargos.

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O grupo parlamentar do PS questiona o #Governo sobre o motivo que o leva a preferir a celebração de parcerias Público-Privadas em vez de uma parceria Público-Público. Com esta acção, o PS também pretende avaliar a veracidade das denúncias feitas por comissões e sindicatos de trabalhadores do Metropolitano e da Carris. Comissões e sindicatos concluem que as concessões são lesivas para o Estado, para os trabalhadores, porque anula direitos fundamentais, tais como o da contratação colectiva, e para os utentes, porque implica uma redução da oferta e aumento dos preços.

O Governo aprovou no dia 26 de Fevereiro a concessão do Metro e da Carris. Dia 14 de Maio é o último dia para a entrega das propostas vinculativas dos candidatos para o concurso. Mas será necessário dar resposta atempada a estes pedidos de esclarecimento para que o prazo se mantenha, senão o Governo será obrigado a reformular os cadernos de encargos e a indicar uma nova data para a entrega de propostas, ficando, assim, impossibilitado de assinar os contratos de concessão.

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Recorde-se que em causa está o futuro destas duas empresas de transportes de Lisboa, que diariamente permitem a mobilidade de milhares de passageiros na sua área metropolitana, bem como o futuro dos trabalhadores, que vêm neste caderno de encargos um "bilhete" para o despedimento. São esperadas mais greves como sinal de reivindicação para a actual situação. #Desemprego