Oito reclusos do Estabelecimento Prisional de Castelo Branco foram hoje, 26 de Abril, hospitalizados com sintomas de intoxicação, alegadamente devido à ingestão ou inalação de substância ilícita. Os presos, com idades compreendidas entre os 24 e os 53 anos, correm perigo de vida. A Direcção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais garante que irá averiguar o caso para apuramento das causas. As primeiras análises ao sangue das vítimas, realizadas pelo hospital, deram positivo para cannabis e benzodiazepinas, mas não está afastada a hipótese de existirem outras drogas.

Os reclusos, que ao início da noite se mantinham nos cuidados intensivos da unidade hospitalar local, deram entrada de manhã nas urgências, depois de terem manifestado sintomas de doença súbita que preocuparam os guardas prisionais e a enfermeira do estabelecimento prisional, e depois de terem sido observados pelo Instituto Nacional de Emergência Médica.

Segundo a direcção clínica do Hospital Amato Lusitano, os indivíduos apresentavam "sintomatologia compatível com ingestão ou inalação de algo estranho que, até ao momento, ainda não foi possível identificar". A colheita de sangue foi enviada para os laboratórios competentes, embora os primeiros resultados obtidos nos serviços hospitalares tenham dado "positivo para cannabis e benzodiazepinas".

Entretanto, a Direcção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP) informou que aquela ocorrência "será objecto de averiguação" e será comunicada ao Ministério Público, para apuramento do "tipo e modo de entrada no estabelecimento, da substância ilícita que afectou o estado de saúde dos reclusos que a consumiram".

O Estabelecimento Prisional de Castelo Branco, criado em 1996, está instalado na antiga sede do Regimento de Infantaria e destina-se a uma população prisional masculina, mas até finais de 2007 acolheu também mulheres reclusas. Maioritariamente oriunda da zona Centro do país, a população prisional, no que diz respeito à moldura penal, situa-se essencialmente entre os 3 e os 6 anos de prisão, por crimes de furto, furto qualificado, roubo e tráfico. #Casos Médicos