Os pilotos da TAP preparam-se para fazer uma greve de dez dias, mas já foram avisados das consequências que daí podem advir. Esta paralisação é considerada pelo Ministro de Economia como um perigo tremendo para a viabilidade e sustentabilidade da transportadora aérea. Pires de Lima refere ainda que não irá voltar atrás com o plano de privatização da TAP, que é um dos motivos pela qual estão marcados estes dias de paralisação. Apela ainda aos pilotos para recuarem na sua decisão de aderirem a esta greve.

Esta greve foi anunciada pelos pilotos na quinta-feira, e, apesar de todas as ameaças por parte do #Governo, os trabalhadores não estão dispostos a recuar.

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O impacto que esta paralisação terá para a economia, e para a própria empresa, será devastador. Ao que tudo indica, os pilotos estarão também a exigir a cedência de capital da TAP, algo que já teria sido posto de parte no final do ano passado, quando assinaram um acordo em que a Procuradoria-Geral da República rejeitou essa proposta. Por esse motivo, o governo nada pode fazer para contrariar essa decisão final.

O Primeiro-ministro Passos Coelho avançou também com uma ameaça aos pilotos da TAP, quando, durante o debate quinzenal, disse que esta greve irá colocar a própria empresa em causa num curto espaço de tempo. Passos Coelho deu duas hipóteses: ou os pilotos voltam atrás na sua palavra e cancelam esta greve de dez dias que irá afectar gravemente a empresa ou a solução passará por um despedimento colectivo.

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Contudo, os pilotos da transportadora portuguesa já avançaram com um documento em que referem que estão dispostos a cancelar esta greve logo que sejam assegurados os seus direitos.

Resumidamente, os dois principais motivos desta paralisação estão relacionados com o facto de os trabalhadores considerarem que, até ao final do processo de privatização da empresa, têm direito a cerca de 20% do capital da TAP, e por pretenderem que sejam resolvidas as questões das diuturnidades e da sua retroactividade. As propostas vinculativas terão de ser entregues pelos candidatos à compra da TAP até ao dia 15 de Maio às 17h00. O governo não recua na privatização da empresa e os pilotos não voltam atrás com a sua palavra se os seus direitos não forem assegurados. Passos Coelhos já ameaçou: se não recuarem vai haver despedimentos.