Manuel Maria Carrilho, antigo ministro da Cultura nos governos de António Guterres, viu ser-lhe aplicada, na passada segunda-feira, dia 27, uma pena de multa no valor de 6 mil euros, por três crimes de difamação, à qual se junta ainda uma indemnização por danos morais de cerca de 25 mil euros. Na origem da condenação estão as declarações do professor universitário, de 63 anos, a alguns órgãos de comunicação social, que davam conta que o ex-padrasto de Bárbara Guimarães (sua ex-mulher) a teria violado quando esta era jovem, informação que a apresentadora já veio a público desmentir. Paulo Sá e Cunha, advogado de Maria Carrilho, confirmou ao jornal Público a sentença aplicada ao seu cliente.

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Recorde-se que, numa primeira instância, o socialista estava acusado de oito crimes de difamação, mas a condenação acabou por recair em apenas três.

Cristina Pombo, defensora do ex-padrasto de Bárbara Guimarães, afirmou estar "satisfeita" com o veredicto final do tribunal, mas queixa-se da falta de atenção mediática do mesmo, em comparação com as declarações proferidas pelo antigo responsável pela pasta da Cultura. "Temos a lamentar que a reposição da honra não esteja a ter o mesmo impacto público que teve a devassa", sublinhou à imprensa.

Paulo Sá e Cunha, por seu turno, foi parco em palavras quando questionado se pretende recorrer da sentença aplicada. Ao Público, o advogado de Maria Carrilho salientou que ontem [segunda-feira] apenas ficou a ser conhecida a decisão do tribunal, pelo que só tomará uma decisão quando se encontrar na posse da sentença.

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"Primeiro vou ter de ler a sentença, só depois decido o que fazer", frisou o advogado.

Do lado de Bárbara Guimarães, não houve qualquer comentário a propósito da decisão judicial. O representante da apresentadora de televisão escudou-se nas declarações de Cristina Pombo, e salientou que Bárbara Guimarães irá manter-se em silêncio. O Público refere ainda que tentou entrar em contacto com Maria Carrilho, quer por telefone, quer por mensagem, mas sem sucesso.  #Justiça