A greve dos trabalhadores da CP foi convocada para os dias 2, 3, 5 e 6 de Abril, tendo afectado, durante estes dias, muitos portugueses que pretendiam viajar durante o fim-de-semana prolongado da Páscoa. Por outro lado, hoje, Segunda-Feira, dia de regresso ao trabalho, foram muitos os que se depararam com dificuldades para encontrar uma alternativa de transporte, devido ao facto de, pelo menos até às 10 horas da manhã, terem circulado apenas cerca de 10% dos comboios. A greve levou ainda ao encerramento de 95% das bilheteiras. Apesar de a greve terminar hoje, espera-se que na Terça-Feira de manhã ainda se verifiquem alguns atrasos e supressões.

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A greve deixou hoje em terra muitos passageiros que dependem deste transporte no dia-a-dia para se deslocarem para o trabalho, mas também apanhou de surpresa muitos turistas, que ficaram sem saber se teriam ou não forma de viajar de comboio durante esta Segunda-Feira. A porta-voz da CP, Ana Portela, disse que em Lisboa houve apenas 19 comboios de serviço urbano e 12 de serviço alfa pendular e intercidades. No Porto e em Coimbra, contudo, a circulação foi totalmente suprimida a partir da meia-noite. Ontem a CP afirmou estar a fazer um esforço no sentido de garantir o maior número possível de ligações de serviço rápido, para permitir os regressos do fim-de-semana prolongado.

Esta greve foi convocada pelo sindicato Ferroviário da Revisão Comercial Itinerante (SFRCI), que reivindica que seja cumprida uma decisão dos tribunais, relativamente ao pagamento dos complementos nos subsídios desde 1996.

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Reclamam, ainda, actualizações salariais, bem como o descongelamento das carreiras. Segundo Luís Bravo, presidente do SFRCI, a empresa recusa-se a assumir as consequências provocadas pela greve, tendo em conta que coincidiu com feriados e num fim-de-semana prolongado.

A porta-voz da CP sublinhou que a empresa alertou para a forte perturbação na circulação, que foi agravada pela não obrigatoriedade dos serviços mínimos, uma vez que estes não foram decretados pelo Tribunal Arbitral.