Infelizmente começa a ser recorrente a ideia de que o rio Tejo tem focos de poluição sem que ninguém faça nada para resolver a questão. Há um mês saíram as primeiras notícias de que as águas do rio apresentavam espuma em diversos locais, principalmente onde há “quedas de água”. Isto apesar do assunto já andar a circular nas redes sociais há muitas semanas.

O certo é que esta sexta-feira, dia 22 de maio, as redes sociais e, principalmente, em grupos de localidades de zonas ribeirinhas, voltam a surgir fotos com indícios de poluição no rio. Não se sabe ao certo o que é ou quais são as causas, mas os cidadãos estão mais alerta e vigilantes. Esta quarta-feira um cidadão colocou uma série de fotografias captadas na zona de Ortiga, concelho de Mação, em que se pode ver a olho nu a espuma.

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As situações não são novidades e começam a ser cada vez mais normais. Mesmo depois dos alertas da comunicação social, do aparecimento de peixe morto, da água mais acastanhada, da espuma, ninguém veio explicar o que se está a passar, ou que se passou. Aliás, as notícias de há uma semana levaram mesmo os deputados do PSD, eleitos por Santarém, a lançar um conjunto de questões ao ministério do ambiente. Na altura, como certamente agora, os social-democratas pretendiam saber se estava a ser investigada a origem da poluição, ou o que é que estava a ser feito para defender o meio #Ambiente.

Já antes o presidente da Câmara Municipal de Mação, Vasco Estrela, havia denunciado a mortandade de peixe na barragem de Ortiga / Belver. Este peixe acabou por ser recolhido por funcionários da EDP e enterrado nas proximidades da infra-estrutura.

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O autarca apresentou uma queixa na Agência Portuguesa do Ambiente, para que as causas da mortandade fossem investigadas. O que se sabe é que depois destas notícias o rio acabou por ter tido um caudal mais elevado em dois ou três dias, que “limpou as zonas com água mais castanha ou com mais espuma”. Estas descargas foram efetuadas pelas barragens espanholas. o que fez com que os peixes deixassem de aparecer mortos.

Certo é que esta semana as coisas voltaram a ficar, novamente, com espuma e a água menos límpida. Sobre as denúncias e queixas, individuais ou institucionais, ainda não há nenhuma resposta ou até qualquer resultado de análises químicas ou bacteriológicas às águas. O rio Tejo tem, no seu curso, uma mão cheia de praias fluviais e temos o verão à porta.