Os deputados do PSD eleitos pelos círculos de Santarém e Portalegre ouviram esta semana com muita preocupação as denúncias levantadas pelo presidente da Câmara Municipal de Mação, Vasco Estrela, sobre a morte de uma quantidade elevada de peixes no rio Tejo. Na sequência desses factos, documentados com fotografias e vídeos nas redes sociais, os deputados enviaram uma série de questões ao Ministério do #Ambiente sobre o tema. As questões presentes no requerimento do deputado Duarte Marques são sobre a existência ou não de alguma investigação em relação ao episódio de poluição do Tejo registado esta semana, se existe conhecimento das causas que estiveram na origem da morte destas espécies, se se confirma a suspeita de poluição industrial e que medidas foram, ou serão, tomadas para evitar situações semelhantes no futuro.

Publicidade
Publicidade

As perguntas direcionadas ao ministério liderado por Jorge Moreira da Silva têm ainda a exigência de "uma investigação ao sucedido e a responsabilização de quem provocou esta ocorrência, bem como medidas que evitem que situações semelhantes voltem a acontecer". Duarte Marques e os restantes deputados social-democratas eleitos pelo círculo de Santarém consideram ainda, no mesmo texto, que é urgente "uma investigação profunda às margens do rio Tejo a montante da Barragem de Belver/Ortiga bem como a todas as entidades públicas e privadas que possam ser geradoras de poluição para o rio Tejo"

Esta terça-feira, o presidente da Câmara Municipal de Mação, Vasco Estrela, veio lamentar o ocorrido e exigir às autoridades ambientais que façam uma exaustiva investigação para apurar as responsabilidades e a origem da fonte de poluição do Tejo.

Publicidade

A mesma que pode ser a causa dos peixes mortos que foram apanhados na barragem de Belver/Ortiga e enterrados no mesmo dia por funcionários da EDP.

Recorde-se que já a 6 de Maio foi levantada a questão da espuma do rio Tejo como sendo preocupante. Na altura vários cidadãos mostraram-se preocupados pelo facto de o rio apresentar baixo caudal e com muita espuma ao longo do seu curso, sem que ninguém ou nenhuma instituição oficial tivesse vindo à praça dar explicações ou, tão pouco, dizer que ia investigar.