A presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, confirmou hoje, 6 de Maio, a realização da cerimónia de trasladação dos restos mortais do antigo futebolista português Eusébio para o Panteão Nacional. A cerimónia está agendada para as 19 horas do dia 3 de Julho. A confirmação surge depois de várias dúvidas suscitadas pela interpretação da legislação que obrigaria a um período de três anos para que fosse possível a remoção de restos mortais. Eusébio da Silva Ferreira, considerado como o melhor futebolista português de sempre, faleceu a 5 de Janeiro de 2014, com 71 anos de idade.

A Assembleia da República aprovou a 20 de Fevereiro deste ano uma resolução conjunta, de todos os grupos parlamentares, na qual concedem honras de Panteão Nacional à antiga glória do futebol português.

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Uma iniciativa que pretende homenagear o "símbolo nacional, o homem solidário, o futebolista e o desportista excepcional, evocando o seu estatuto de verdadeiro marco na divulgação e na globalização da imagem e da importância de Portugal no Mundo", lê-se no documento.

Eusébio da Silva Ferreira era natural de Lourenço Marques, em Moçambique. Considerado como o "King" ou "Pantera Negra", distinguiu-se como futebolista ao serviço do Sport Lisboa e Benfica e da Selecção Nacional, tendo sido eleito o melhor jogador do mundo em 1965. Conquistou, também, duas Botas de Ouro como melhor marcador nas épocas 1967/68 e 1972/73. Foi considerado o melhor jogador no Mundial de 1966, disputado na Inglaterra, onde foi o melhor marcador com nove golos.

O Panteão Nacional foi criado em 1836 com o objectivo de homenagear e perpetuar a memória dos cidadãos portugueses que se distinguiram por serviços prestados ao país.

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Quer na área política, militar, cultural como também na literatura, ciências ou artísticas. Está desde 1966 instalado na Igreja de Santa Engrácia, em Lisboa, considerado o primeiro monumento em estilo barroco no país.

Ali estão sepultadas algumas #Personalidades da história portuguesa, sobretudo antigos presidentes da República e escritores, como Almeida Garret (escritor e político), Amália Rodrigues (fadista9, Aquilino Ribeiro (escritor), Guerra Junqueiro (escritor), Humberto Delgado (opositor ao Estado Novo), João de Deus (escritor), Manuel de Arriaga (Presidente da República), Óscar Carmona (Presidente da República), Sidónio Pais (Presidente da República), Teófilo Braga (Presidente da República). A poetisa Sophia de Mello Breyner Andresen foi a última personalidade portuguesa a merecer honras de Panteão Nacional, tendo a cerimónia decorrido em Julho de 2014.