O juiz de instrução criminal de Santarém decretou a prisão preventiva para Daniel, um jovem de 17 anos, suspeito de ter assassinado brutalmente Filipe Costa, de 14 anos, em Salvaterra de Magos. O arguido, que foi ouvido em tribunal durante três horas e meia na tarde de hoje, 15 de Maio, está fortemente indiciado pela prática de um #Crime de homicídio qualificado e outro de profanação de cadáver.

Para já irá recolher a um estabelecimento prisional em Leiria, onde ficará a aguardar pela conclusão do inquérito, que se encontra em segredo de justiça. O suspeito foi detido pela Polícia Judiciária depois de ter sido encontrado o corpo de Filipe Costa, que estava desaparecido há três dias, numa arrecadação de um prédio em Salvaterra de Magos.

A decisão do juiz de instrução criminal foi transmitida aos jornalistas pelo juiz-presidente do Tribunal da Comarca de Santarém, Guilherme Pires da Silva, dando conta que o jovem "não tem antecedentes criminais". O que contraria, em parte, algumas notícias veiculadas durante o dia de hoje por alguns órgãos de comunicação social dando conta que Daniel estava envolvido numa série de alegados crimes relacionados com pequenos furtos e tráfico de droga.

"Obrigada meu Deus, trouxeste o meu filho! Continua vivo 'noutro sítio', mas mora dentro de mim!". Foi desta forma que Rita Costa, mãe de Filipe Costa, reagiu à notícia da morte do seu filho. Numa mensagem publicada na sua página na rede social Facebook, onde desde o desaparecimento a mulher tem apelado à sua localização, Rita Costa afirma que perdeu o seu filho "num acto bárbaro". "Fiz de tudo para te encontrar vivo, mas não consegui", acrescenta. Aproveita, ainda, para agradecer o empenho da GNR de Salvaterra de Magos e às restantes polícias envolvidas: "excelente trabalho, seres humanos que choraram pelo meu filho. Obrigada grande a todos".

Daniel, o único suspeito da morte de Filipe Costa, está "fortemente indiciado" da prática de um crime de homicídio qualificado na noite da passada segunda-feira, dia 11, e de um crime de profanação de cadáver, alegadamente praticado no dia seguinte. O arguido era conhecido da vítima e morador na zona onde ocorreram os factos.