A Polícia Judiciária (PJ) deteve esta semana 12 pessoas fortemente indiciadas pela prática de diversos crimes, de natureza sexual, sobre menores de idade. Os vários factos ocorreram um pouco por todo o país, e há suspeitas de que alguns deles vinham a ser praticados ao longo dos últimos anos. Os suspeitos detidos têm idades compreendidas entre os 19 e os 78 anos de idade e alguns são do sexo feminino. Em comum há o facto de, na sua maioria, terem uma relação familiar próxima com as vítimas, algumas delas incapazes e deficientes.

Na Batalha, distrito de Leiria, a PJ deteve um homem, padeiro, de 57 anos de idade, fortemente indiciado pela prática dos crimes agravados de violação e de abuso sexual junto de uma adolescente de 14 anos, sua familiar. Há suspeitas de que os factos tenham ocorrido ao longo dos últimos dois anos. O tribunal proibiu-o de manter contactos com a vítima e com a mãe desta, para além de o obrigar a apresentar-se semanalmente às autoridades.

Por sua vez, um homem de 63 anos de idade ficou em prisão preventiva depois de ter sido detido pela "presumível prática de um #Crime de abuso sexual de pessoa incapaz de resistência". Segundo a PJ, o detido, padrasto da ofendida, "aproveitava-se da deficiência cognitiva que a sua enteada possuía e compeli-a a ter com ele relações sexuais". O caso foi denunciado pelo estabelecimento de ensino que a vítima frequentava, no concelho de Serpa. Em Espinho, também uma adolescente, de 19 anos, "com profunda incapacidade motora e mental", era abusada por um homem de 53 anos, operário da construção civil. A PJ refere que o suspeito "convenceu-a a acompanhá-lo para um local próximo da praia, onde concretizou os abusos sexuais".

Também na região Norte, mais concretamente em Valongo, a Judiciária deteve um estudante, de 19 anos de idade, suspeito de abusar sexualmente de uma criança, sua familiar, ao longo de três anos. Por outro lado, em Braga, foram detidos dois homens, pai e filho, de 59 e 35 anos, indiciados pela prática, de forma reiterada, de "inúmeros crimes de abuso sexual de crianças e abuso sexual de menores dependentes, dos quais foram vítimas duas menores entregues à guarda do primeiro". "Os abusos iniciaram-se quando as vítimas tinham 9 e 11 anos de idade e prolongaram-se até aos 18 e 15 anos de idade, respectivamente", informa a PJ.

Em Portimão, a mesma polícia deteve um homem de 25 anos de idade, também fortemente indiciado pela prática do crime de abuso sexual de crianças. Uma detenção ocorrida no âmbito de investigações que tiveram início em denúncia efectuada pela Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Portimão.

Já em Marco de Canavezes, a Directoria do Norte da PJ deteve um homem de 37 anos de idade, operário da construção civil, que se fazia passar por um jovem de 15 ou 17 anos, através das redes sociais, relacionando-se com raparigas com idades entre os 12 e os 14 anos, com quem mantinha conversas de natureza obscena e a quem solicitava fotografias de teor pornográfico. Um crime semelhante ao que terá ocorrido em Águeda, e que levou à detenção de um homem de 59 anos, reformado, e que obtinha e partilhava, através da internet, ficheiros multimédia retratando crianças, na sua maioria de tenra idade, em práticas sexuais explícitas. Uma actividade delituosa que a PJ acredita estar conexa com a de outro homem, recentemente detido, no âmbito de uma investigação com vista ao combate internacional de pornografia infantil.

A PJ, através do Departamento de Investigação Criminal da Guarda, deteve, igualmente, uma mulher e um homem, de 74 e 48 anos de idade, pela presumível prática dos crimes de lenocínio e de abuso sexual de uma menor, que, à data do início dos factos, tinha 9 anos de idade. "Os crimes foram cometidos com o favorecimento da progenitora da menor, que, para esse efeito, se deslocava com a criança à residência do suspeito", informa a PJ. Por sua vez, a Directoria do Centro deteve um homem, agricultor, de 34 anos, pela presumível prática reiterada, durante cerca de três anos, de vários crimes de abuso sexual sobre uma menor.