O Serviço de Estrangeiros de Fronteiras (SEF) já identificou 1304 futebolistas estrangeiros em situação irregular em Portugal, na sequência das várias acções de fiscalização realizadas a clubes de #Futebol do país. Os números, tornados públicos pelo secretário de Estado da Administração Interna, revelam que foram abertos 17 processos-crime e emitidas 105 notificações para que os cidadãos deixassem o país no prazo de 20 dias. A incidência da actividade do SEF tem recaído, sobretudo, nos distritos de Coimbra, Aveiro, Leiria, Viseu, Guarda e Castelo Branco, mas também nas ilhas da Madeira e Açores.

Ao falar na Comissão Parlamentar de Educação, Ciência e Cultura, na Assembleia da República, o secretário de Estado informou que as ocorrências de cidadãos estrangeiros em situação ilegal abrangem pessoas de várias faixas etárias, incluindo menores de idade. Em causa estão as várias acções de fiscalização realizadas pelo SEF junto de clubes e associações desportivas que permitiram detectar um elevado número de atletas, oriundos dos mais diversos países estrangeiros, sem possuírem "título de residência ou visto adequado à prática desportiva".

João Almeida reconhece que o futebol é uma modalidade desportiva que se tem tornado num chamariz de cidadãos estrangeiros, sobretudo em idades jovens, que vêm para Portugal à busca de uma oportunidade. Existem também outros que, embora não sejam jogadores de futebol, "são trazidos por intermediários" que para o efeito recebem valores em troco da promessa de um futuro promissor. Por esse motivo, o governante anunciou a intenção de o Governo celebrar um protocolo com a Federação Portuguesa de Futebol com o objectivo de precaver a existência de futebolistas estrangeiros em situação irregular nos clubes nacionais.

De referir que na mesma Comissão Parlamentar, o presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Fernando Gomes, reconheceu perante os deputados que são vários os jogadores estrangeiros que "são inscritos com vistos de turista válidos por três meses". Daí que tenha defendido, como uma possível solução, que o futebolista seja inscrito mediante um visto de residência válido pelo período de uma época desportiva.