O Metro de Lisboa vai estar novamente em #Greve no dia 26 de Maio. Os trabalhadores convocaram uma paralisação de 24 horas. A informação foi confirmada à agência Lusa por uma fonte da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações - Fectrans. Os funcionários estão descontentes com a subconcessão do Metropolitano de Lisboa. A greve do dia 26 de Maio acontece precisamente uma semana depois daquela que está agendada para o dia 19, também ela de 24 horas.

Entre as duas paralisações, no dia 21 de Maio, haverá um protesto contra as privatizações, que consiste numa marcha entre o Largo Camões e a Assembleia da República, em Lisboa.

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De acordo com a Fectrans, esta é uma jornada de luta mostrando o desagrado com as privatizações de diversas empresas de transporte (não só o Metropolitano de Lisboa, como também TAP, CP-Carga, Carris, Soflusa, STCP, Metro do Porto, entre outras) e com a fusão da REFER com a Estradas de Portugal.

Também em causa está o protesto contra o que a Fectrans chama de "roubo dos direitos dos reformados" e ainda "pelo transporte público, pelos trabalhadores, pelos utentes, por Portugal".

Várias greves em apenas cinco meses

Nos cinco meses de 2015, os trabalhadores do Metro de Lisboa já paralisaram por diversas vezes, a última das quais no final de Abril numa greve parcial - a quarta do género este ano. Na origem dos protestos e do descontentamento dos profissionais está a subconcessão da empresa - e também da Carris - aprovada no final de Fevereiro pelo governo liderado por Pedro Passos Coelho.

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Carris em greve esta quinta-feira

Além das duas paralisações dos próximos dias no Metropolitano de Lisboa, também a Carris terá uma greve. Na próxima quinta-feira, 14 de Maio, os trabalhadores da empresa de transportes rodoviários de Lisboa vão cumprir uma greve de 24 horas, marcando igualmente uma posição desfavorável à subconcessão da sua empresa.

Esta greve da Carris foi agendada precisamente para o dia em que termina o prazo de entrega das candidaturas à subconcessão desta firma e do Metro que, desde o início de 2015, partilham com a Transtejo/Soflusa a mesma administração. Apesar do prazo, recorde-se que o Tribunal suspendeu recentemente o processo de concessão de ambas as empresas. #Transportes Públicos