Na sua análise semanal, no Jornal da Noite do canal SIC, #Miguel Sousa Tavares foi arrasador relativamente aos pilotos da TAP que aderiram à #Greve de 10 dias que o Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) convocou entre os dias 1 e 10 de maio. Sousa Tavares defendeu publicamente que, a existirem despedimentos na TAP por parte do #Governo, os primeiros a serem demitidos deverão ser estes. E isto, mesmo que o Tribunal Constitucional venha a considerar no futuro anticonstitucional este despedimento, caso algum piloto processe a TAP em tribunal. Face ao aviso dos pilotos de uma possível convocação de uma nova greve, Miguel Sousa Tavares é perentório e defende "que o Governo tem que fazer imediatamente uma requisição civil e, quando começar a despedir, tem que começar por estes pilotos", já que "impõe-se para outros pilotos, para os que defenderam a empresa e para os outros trabalhadores, que [a TAP] comece a despedir por aqui!".

O SPAC defende que "a greve dos pilotos não destrói a TAP" e que é a má gestão da administração da transportadora ao longo dos últimos 15 anos a causadora de um buraco no balanço da empresa de 800 milhões de euros de capital. O SPAC diz ainda que o transporte aéreo tem sido um negócio rentável ao longo dos anos na TAP, e que o que causa a destruição da companhia de bandeira é o acumular de prejuízos determinado pela manutenção da empresa brasileira VEM, na qual a administração da TAP fez aumentos salariais de 6,5% aos trabalhadores, enquanto em Portugal determinou a redução salarial por imposição das medidas orçamentais e de austeridade que se vivem no país. O SPAC considera que a VEM é um sorvedouro da rentabilidade da TAP.

A greve dos pilotos, apesar de não ter tido o impacto que se esperava, nem a adesão em massa por parte dos pilotos, "infligiu", segundo o porta-voz do SPAC um dano de 30 milhões de euros à companhia aérea nacional, regozijo esse repudiado por Miguel Sousa Tavares que considerou o comentário "inacreditável" e que caracteriza "o que é este sindicalismo" do SPAC.

Para o analista político, os danos causados à TAP, em termos de reputação, de imagem e de confiança que demoraram décadas a consolidar, são irremediáveis e afirmou que o que os pilotos conseguiram com esta greve foi "acabar de vez com a TAP", numa atitude que convergiu com a "irracionalidade" do Governo ao "tentar privatizar a TAP de qualquer maneira".