Nove pessoas, com idades compreendidas entre os 38 e os 63 anos de idade, foram detidas hoje, quarta-feira 6 de Maio, no âmbito de uma investigação a cargo da Directoria do Norte da Polícia Judiciária. A operação "Fazenda Branca", realizada em articulação com a Autoridade Tributária e Aduaneira, decorreu em cerca de três dezenas de buscas na área do Grande Porto, Lisboa, Coimbra e Braga. Segundo a Polícia Judiciária, o grupo está indiciado pela prática continuada de crimes de associação criminosa, fraude fiscal e branqueamento de capitais.

Num comunicado à imprensa, a Polícia Judiciária refere que a operação foi efectuada no âmbito de um inquérito dirigido pelo Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) do Porto.

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"As investigações permitiram indiciar a existência de um grupo organizado no sector da compra e venda de têxteis" que vinha actuando de "forma concertada e permanente", refere a mesma entidade, adiantando que ao efectuar transacções comerciais "sem proceder à respectiva declaração fiscal ou fazendo-o com falsidade, lesava a Fazenda Nacional em dezenas de milhões de euros" relativo a Imposto sobre Pessoas Colectivas (IRS) e Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA).

A operação, designada por "Fazenda Branca", implicou cerca de três dezenas de buscas, em várias localidades do Grande Porto, zonas de Lisboa, Coimbra e Braga, culminando na detenção de 9 pessoas com idades entre os 38 e os 63 anos. No âmbito da mesma acção policial, foram ainda apreendidos "veículos automóveis, diversas obras de arte e outros bens móveis, milhares de euros em dinheiro e documentação relevante", acrescenta a Polícia Judiciária.

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Entretanto, o Correio da Manhã avança com a informação de que aquelas buscas decorreram em estabelecimentos comerciais e residências relacionadas com a empresa "Feira dos Tecidos" que dispõe de uma cadeia de lojas por todo o país. O mesmo jornal acrescenta que entre os detidos encontram-se o proprietário, o gerente, o director financeiro e o Técnico Oficial de Contas da mesma empresa, bem como quatro advogados. A Polícia Judiciária afirma que os detidos serão presentes a primeiro interrogatório judicial para aplicação de eventuais medidas de coacção. #Crime