O Eurostat afirma que, em 2014, Portugal foi o segundo país da Europa a criar mais emprego, no geral. No entanto, o #Desemprego jovem tem vindo a aumentar e são cada vez mais os jovens a emigrar e que não têm intenções de regressar a Portugal num futuro próximo. O desemprego nesta faixa etária ronda os 34%.

A OCDE - Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico, afirma que o salário mínimo nacional para os jovens deveria ser mais baixo. Assim, seria mais fácil integrar os mesmos no mercado de trabalho e nas suas áreas de formação. O aumento de salário seria depois faseado, tendo em conta a idade do trabalhador.

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As vantagens apresentadas são "evitar grandes saltos nos custos de trabalho de um ano para o outro e ajudar a reduzir os riscos de os empregadores contratarem e despedirem com base na idade e na antiguidade", refere a OCDE.

O #Governo português recusou a proposta apresentada pela organização. Pedro Mota Soares, Ministro da Solidariedade e da Segurança Social, acredita nos Programas de Incentivo ao Emprego Jovem e afirma que não existe uma emigração jovem tão grande quanto se refere, no que respeita aos recém-licenciados. Mota Soares afirma que 70% dos jovens que realizam o atualmente chamado "Estágio Emprego" acabam por ficar empregados.

Em 2015, o "Estágio Emprego" destina-se a jovens entre os 18 e os 30 anos, tendo um "salário" variável consoante o nível de escolaridade da pessoa.

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A partir dos 31 anos, existe o novo "Reativar", estágio com duração de 6 meses, e que tem como remuneração um valor equivalente ao do "Estágio Emprego" (consoante nível de formação). A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico reforça a ideia de que é mais comum existir redução dos postos de trabalho se os salários forem mais altos logo de início.

Ao mesmo tempo que esta notícia é divulgada, o FMI pede a Portugal que faça mais reformas nos salários e nas pensões. Em comunicado, o Fundo Monetário Internacional salienta que é necessário resolver questões como o endividamento excessivo do setor empresarial e o abrandamento do mercado de trabalho.