A próxima semana ficará marcada por greves um pouco por todo o país. Primeiro são os trabalhadores da Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP) que entrarão em #Greve já às 00h00 desta segunda-feira, dia 11 de maio, seguindo-se as paralisações dos trabalhadores do Metro de Lisboa, no dia 12, da Carris, no dia 14 e dos trabalhadores da saúde a 15 de maio. Anunciada há já um mês, e com uma duração prevista de 24 horas, a greve dos trabalhadores da STCP surge em defesa do carácter público da empresa e da necessidade da contratação de mais motoristas. Contudo, o serviço pode também ser afetado a partir de terça-feira, já que foi convocada uma greve parcial às duas últimas horas de cada serviço diário, assim como às duas últimas e às duas primeiras horas dos serviços com intervalo entre etapas.

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Além disso, os trabalhadores também já anunciaram a paralisação aos fins de semana, a partir de dia 16 de maio. As organizações que representam os trabalhadores da STCP afirmam que esta greve aos fins de semana vai permitir que os motoristas possam "gozar o seu merecido descanso", dada a impossibilidade "do gozo de dias de férias". Para esta segunda-feira estão assegurados os serviços mínimos nas linhas 200, 204, 205, 207, 305, 501, 600, 701, 701, 704, 800, 801, 900/906, 903 e as linhas 1M, 4M, 5M, 7M, 10M e 13M.

Já a 12 e 14 de maio será a vez dos trabalhadores do Metro de Lisboa e da Carris, respetivamente, pararem como forma de protesto. Estes últimos voltam a reivindicar os mesmos motivos que os levaram à paralisação de 10 de abril, a contestação pela subconcessão da empresa, atualmente em concurso público.

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De salientar que, fora desta subconcessão ficam os elétricos, os elevadores e os ascensores. A decisão foi tomada por todos os sindicatos e já foi também entregue um pré-aviso de greve de 24 horas.

Da mesma forma, os trabalhadores do Metro de Lisboa também se mostram assim contra a subconcessão da empresa e, além desta greve de 12 de maio, está já anunciada uma paralisação parcial para esta terça-feira, entre as 06h30 e as 10h.

Por fim, no final da semana, serão os trabalhadores da saúde a voltar a parar. Em causa está a reposição das 35 horas de trabalho semanais e a criação da carreira de técnico auxiliar de saúde, bem como a criação do suplemento de risco, penosidade e insalubridade e ainda a valorização das carreiras de técnico de diagnóstico e terapêutica e técnico superior de saúde.

O anúncio da greve foi feito no final de abril durante uma manifestação em frente ao Ministério da Saúde e terá uma duração de 24 horas.