O #Governo pode aumentar os impostos para suportar o Serviço Nacional de Saúde. O ministro Paulo Macedo referiu aos jornalistas que os custos vão aumentar. Portanto, é necessário discutir como financiar o Serviço Nacional de Saúde. O financiamento através dos impostos é uma opção em cima da mesa para o governante, mas não é a única alternativa.

Em declarações aos jornalistas à margem de uma conferência, o ministro da saúde frisou a importância de reflectir sobre o financiamento do SNS, lembrando que "vamos ter um aumento com os custos de saúde". Os impostos cobrados aos portugueses ou a tributação adicional sobre a indústria farmacêutica são opções em cima da mesa para "resolver" o problema.

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Mas Paulo Macedo referiu também que são os portugueses quem devem escolher. Isto porque considera que devem ter uma palavra, uma vez que estão em jogo os aumentos de custos na saúde e nos novos medicamentos.

Impostos "na linha da frente"

Para o ministro da Saúde, os impostos progressivos devem ser a forma principal de financiamento ao SNS, constituindo uma forma solidária de o fazer - não descartando, contudo, olhar para outra solução.

Paulo Macedo abordou também o futuro do sector da saúde em Portugal. Antevendo que mesmo com uma sociedade mais envelhecida daqui a dez anos, os indicadores de saúde serão também mais elevados. O responsável espera que não só os custos, como também os cuidados de saúde, apresentem uma tendência crescente.

SNS em risco de acabar?

No último domingo, num debate na Feira do Livro de Lisboa, o economista Pedro Pita Barros admitiu que há risco do SNS acabar, não sendo contudo um risco efectivo.

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Isto apesar da tendência crescente para o aparecimento de hospitais privados. Para o especialista está principalmente em causa o que se pretende do Serviço nas próximas décadas. Pita Barros alertou precisamente para o aspecto financeiro do SNS, alertando que é preciso "cuidarmos bem" do mesmo.

Certo é que um relatório do Observatório Português de Saúde (OPSS) divulgado na semana passada concluiu que as marcas deixadas no SNS pelos quatro anos de austeridade não são tão profundas como se antevia, frisando, por isso, a "enorme capacidade de resiliência" do Serviço Nacional de Saúde.