O #Governo português e o consórcio Gateway assinaram, na manhã desta quarta-feira, o contrato da venda de 61% do capital da companhia área TAP. Esta decisão já havia sido anunciada no passado dia 11 de junho, tendo sido hoje formalizada. A cerimónia correspondente ao anúncio estava marcada apenas para a tarde de hoje. No entanto, uma reunião extraordinária, em Bruxelas, que exige a presença dos ministros das Finanças, e que tem como objetivo a resolução da crise financeira da Grécia, levou à antecipação da oficialização do acordo.

Graças a esta venda, o Estado irá encaixar um total de 10 milhões de euros, sendo que os seus cofres, de momento, receberão somente um quinto desse valor. Os restantes 8 milhões ser-lhe-ão pagos assim que o processo de privatização da TAP estiver concluído, algo que só será possível após análise e parecer oficiais tanto da Comissão Europeia, como da Autoridade Nacional de Aviação Civil.

A Gateway, que oferece 354 milhões pela TAP, onde se incluem os já mencionados 10 milhões a serem recebidos pelo Governo, é integrada pela HPGB SGPS, do empresário português Humberto Pedrosa, que detém 51% da companhia, e pela DGN Corporation, de David Neeleman, responsável pelos restantes 49%. Como nova dona da TAP, a empresa vê-se obrigada a cumprir o caderno de encargos da companhia aérea que adquiriu. Assim, a título de exemplo, está proibida de levar a cabo despedimentos coletivos durante os trinta meses que se sucederem à venda, para além de ter que respeitar as ligações consideradas como as mais importantes da TAP durante dez anos.

Na cerimónia, que decorreu no Ministério das Finanças, o ministro da Economia, António Pires de Lima, mostrou-se satisfeito com o acordo alcançado. "O Governo fez o que tinha de ser feito, para bem da TAP e para bem da nossa economia, correspondendo a todas as condições estratégicas e económicas", começou por referir. "Hoje não é um dia qualquer para a TAP, para nós hoje é um dia de esperança, um compromisso de crescimento. O sucesso desta privatização é, sobretudo, o reconhecimento por parte dos novos investidores da importância da companhia e da capacidade de gestão desta empresa", afirmou Pires de Lima, que reforçou ainda as necessidades que a TAP tem ao nível da entrada de capital. #Negócios