O grupo espanhol Avanza foi o eleito para a subconcessão do Metro de Lisboa e da Carris. De acordo com a agência Lusa, o Ministério da Economia decidiu-se por este grupo. O negócio vai valer ao Estado uma poupança de mais de 25 milhões de euros/ano, que será superior a 215 milhões de euros pelo período de oito anos que abrange a concessão. Este avanço enquadra-se na política de privatização de algumas das empresas até agora sob controlo estatal, seguindo-se à venda da TAP, que se encontra em andamento.

A Avanza concorreu com os franceses da RATP e os britânicos da National Express na corrida à subconcessão conjunta do Metro de Lisboa e da Carris.

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Por outro lado, o Barraqueiro e a TCC queriam adquirir apenas a Carris, enquanto a Transdev estava interessada apenas no metropolitano. O anúncio da escolha vai ser feito esta tarde pelo secretário de Estado dos Transportes, numa conferência de imprensa que deverá incluir a apresentação do relatório preliminar do concurso.

Subida de preços dos bilhetes dependente da inflação

Sérgio Monteiro garantiu, entretanto, que os preços dos bilhetes só poderão subir "indexados à taxa de inflação a cada ano". Quanto ao papel do Estado nas futuramente subconcessionadas empresas, será apenas o de fixar tarifas mínimas e máximas pela utilização deste serviço público.

Processo polémico

Desde que o Estado anunciou a intenção de concessionar o Metro e a Carris, duas das principais empresas de transportes de Lisboa, a polémica tem permanecido. Os trabalhadores das firmas não querem que avancem as subconcessões, e o Tribunal Administrativo de Lisboa já aceitou inclusive duas providências cautelares para impedirem o avanço do processo.

Por outro lado, os trabalhadores, em particular do metropolitano, têm feito suceder-se as jornadas de luta, com a última #Greve de 24 horas a ter ocorrido esta quinta-feira (18 de Junho).

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A oitava paralisação, também de 24 horas, está já marcada para daqui a uma semana. Certo é que o processo de subconcessão do Metro de Lisboa e da Carris não deverá parar, indo em frente tal como aconteceu nas privatizações da TAP, STCP, EDP, Galp ou REN. #Governo #Transportes Públicos