Um homem de 31 anos foi esta terça feira libertado após vários anos de sequestro, numa casa da localidade de Amoreira, concelho de Cascais. A mãe é apontada pelas autoridades como a responsável pelo cativeiro do filho, que sofre de distúrbios mentais profundos. Há ainda suspeitas que uma irmã, também ela com deficiência mental, tenha tido também os movimentos condicionados pela progenitora. O caso foi descoberto esta manhã depois de a Guarda Nacional Republicana (GNR) ter sido chamada para pôr termo a uma discussão de vizinhos em Amoreira, localidade da freguesia de Alcabideche. A mulher suspeita do sequestro estaria a agredir o vizinho à vassourada.

No local, os soldados da GNR encetaram algumas diligências, tendo descoberto catanas e armas brancas na residência.

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Mas a descoberta mais macabra ainda estava para vir. Trancado por uma porta de ferro, num compartimento fechado, estava um homem, deficiente mental profundo, que vivia em condições completamente degradantes. A vítima foi resgatada e assistida pelos Bombeiros Voluntários de Alcabideche que a transportaram para o Hospital de Cascais. Também o vizinho foi conduzido à mesma unidade hospitalar para receber tratamento em resultado das agressões causadas pela suspeita.

As autoridades não sabem precisar há quantos anos o homem estaria em cativeiro, mas suspeitam que o mesmo já se prolongasse há mais de sete anos. Além dos filhos, há também a referência a uma eventual deficiência mental por parte da progenitora. Esta pode ser uma das explicações para este caso macabro, mas a investigação será levada a cabo pela Unidade Nacional Contra o Terrorismo da #Polícia Judiciária, por se tratar de um #Crime de sequestro.

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Para o local foram também chamados serviços sociais, elementos da Câmara de Cascais e ainda a Proteção Civil Municipal. A situação será também analisada pela Segurança Social, que irá averiguar as condições miseráveis em que vive toda a família. Esteve presente também o presidente da edilidade, Carlos Carreiras, que está a acompanhar o caso.