Uma mulher com cerca de 60 anos terá mantido um filho, com idade entre os 30 e os 40 anos, fechado numa cave a correntes e a cadeado durante cerca de 8 anos. O caso foi descoberto esta terça-feira, 2 de Junho, na sequência de um alerta dado à Guarda Nacional Republicana (GNR). Quando as autoridades chegaram ao local, uma casa na Amoreira, concelho de Cascais, viriam a encontrar a vítima fechada na cave da habitação. Apesar de, aparentemente, estar bem fisicamente, o homem manifestava alguns distúrbios mentais.

O insólito caso só será verdadeiramente conhecido após a conclusão das investigações que estão a ser realizadas pelas autoridades, designadamente pela #Polícia Judiciária.

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Até lá, o dedo é apontado à mulher, proprietária da habitação e mãe da vítima que, quando confrontada pelos militares da GNR, apresentou um "discurso pouco coerente".

A situação foi descoberta a meio da manhã desta terça-feira, 2 de Junho quando chegou ao Posto da GNR de Alcabideche um alerta para supostas ameaças e agressões com armas. Durante as diligências no interior da residência, os militares localizaram o homem "fechado na cave, com uma porta de ferro que tinha correntes e estava fechada a cadeado", revelou o comandante da GNR, tenente Costa, adiantando que os vizinhos relataram que o indivíduo "não era visto há cerca de 8 anos". Algumas testemunhas relataram ainda que aquela mãe, que revela algumas dificuldades psíquicas, também condiciona a vida de uma outra filha, irmã do homem agora encontrado, e que tem cerca de 25 anos.

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O homem estava num pequeno compartimento com condições miseráveis, apresentando alguns sinais de subnutrição e desidratação. Os Bombeiros Voluntários de Alcabideche resgataram-no e transportaram-no para o Hospital de Cascais, onde ficou internado em observações.

No local compareceram elementos da Protecção Civil Municipal, da Delegação de Saúde e inspectores da Unidade Nacional Contra o Terrorismo da Polícia Judiciária, que tem a seu cargo as respectivas investigações. Por sua vez, os serviços da Segurança Social também foram chamados ao local, a fim de fazerem uma avaliação sobre a real situação daquele agregado familiar. #Crime