O ano de 2015 ficará para sempre na história do Metropolitano de Lisboa pelo número de greves levadas a cabo pelos seus trabalhadores. Nesta quinta-feira iremos assistir à sétima #Greve desde o início do ano. E note-se que a próxima já está agendada para a próxima semana, para sexta-feira, dia 26 de junho, mais concretamente. Isto significa que, em menos de sete meses, serão realizadas tantas greves quanto no ano passado, oito, que já havia sido o ano com maior registo de paralisações por motivo de greve. E, dificilmente, os números ficarão por aqui até ao final do presente ano civil.

Fonte oficial do Metro de Lisboa revelou ao "Diário Económico" que uma greve "acaba por gerar poupanças na operação, ao nível da energia de tracção, gastos de pessoal, entre outras", o que faz com que a empresa consiga um ganho médio de 20 mil euros em cada greve.

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Apesar disso, segundo o mesmo jornal, por um dia completo de greve a empresa perde cerca de 128 mil euros no capítulo das vendas. Dessa forma, em 2015 o Metro já perdeu cerca de 500 mil euros devido às greves.

Os trabalhadores do Metropolitano têm vindo a mostrar, não só através de greves, como também de plenários e marchas, o seu desagrado perante a vontade do Governo em privatizar os #Transportes Públicos. O Estado, por seu lado, quer avançar para a concessão do Metro o mais rapidamente possível. De resto, já se apresentaram a concurso vários candidatos às subconcessões da empresa, nomeadamente as francesas RATP e Transdev, a britânica National Express, a espanhola Avanza e ainda o grupo Barraqueiro e a espanhola TCC, estes dois últimos em consórcio. A concessão do Metro iria permitir, de acordo com as previsões do Governo, uma poupança de cerca de 170 milhões de euros.

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O desagrado dos trabalhadores do Metro intensificou-se em 2015, mas desde há alguns que se tem vindo a fazer notar. Desde 2010 já foram levadas a cabo quarenta e cinco paralisações, trinta e seis delas entre 2012 e o presente ano civil. Uma vez que o Governo parece firme em manter a sua posição relativamente à privatização do Metro, os seus trabalhadores deverão continuar a levar a cabo vários tipos de protestos.